11 de novembro de 2009

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Um Degrau
Existe um ditado popular que diz que todo homem (e aqui deve - se considerar que o dito popular é mais antigo que a quebra de preconceitos e do politicamente correto, logo incluamos as mulheres no contexto) deve, para sentir - se completo, plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.
Aqui, em mais esta coletânea editada pela Novitas, está a consumação dessa afirmação; alguns já contribuíram para a nossa literatura com livros próprios, porém temos entre os quinze autores que formam "marinheiros de primeira viagem" que resolveram e ousaram! - publicar seus textos em papel pela primeira vez. Se não publicaram ainda um livro solo, ao menos fazem - se agora presentes no grande painel das letras e ideias.
Nós da Editora Novitas consideramos que a coletânea é um degrau: para muitos, apenas o primeiro de uma longa e prolixa carreira como autor e por isso mesmo valorizamos tanto a todos que se aventuram em mostrar algo que certamente poderia até estar já coberto pela poeira do esquecimento, em uma gaveta qualquer. Para outros tantos, serve como laboratório de estilo e gênero literário.
Aos leitores que aqui chegaram, nosso respeito. Em um mundo de correria e de meias informações, aquele que se compromete a ler um livro é um aventureiro que com certeza descobrirá novos mundos - imaginários ou não - que os autores aqui presentes se dispõem a lhes mostrar.
A nossos novos amigos, os Autores: nunca desistam. A magia da escrita é um dom que não deve ser nunca esquecido ou protelado. Sigam em frente e ajudem, com suas palavras, a formar as próximas gerações.
David Nóbrega, Editora Novitas

Nada é mais livre do que escrever.
Escrevendo, conseguimos dar a conhecer histórias - nossas ou de outros - não importando de onde sejam.
Criamos situações, maquiamos personagens.
Assumimos a primeira pessoas, escrevemos como se fosse verdade...
Somos quem não somos e por vezes mostramos quem não gostaríamos de ser.
Morremos, vivemos e amamos em linhas corridas pelas páginas de livros que nos tornam livres, pois escrever ; é liberar pensamentos, exorcizar todos os medos, desintoxicar a alma. E nessa miscelânia de sentimentos provocar as emoções de outros, nossos leitores.
Aqui estão quinze pessoas - Adriana, Bruno, Carlos Eduardo, Carlos Emerson, Cezarina, Cristiano, Flamarion, Gilmar, Isiara, Madalena, Marco, Nanda, Natália, Ninah e Wemerson - que poderiam facilmente serem chamados de joões, marias e afins, pois são escritores. E escritores tem algumas almas a mais, cada um com seu nome próprio, para contar histórias - deles ou de outros.
Letícia Losekann Coelho
Editora e Poeta
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10 de novembro de 2009

Rosa, podre e prosa

Rosa, podre e prosa

Letícia Losekann Coelho

Respeito o silêncio
(Em parte)
Parte de mim, fala
(Os olhos)
E a outra parte cala.


E fez – se a rosa em ritmo
Nota, verso e prosa
Emoldurada na mucosa
Inunda pensamentos íntimos
Rói a corda,
Perde a visão de tuas costas.


Entre anseios e desprezos
Sobra o olhar avermelhado
A mão tremula que tenta te alcançar
Que pena...
Ela é boa em enganar,
Te agrada e depois corrompe moralmente...
Gangrena o pensamento
A liberdade que te faz voar.


Quando tocas as notas dela
Dá início ao aleijamento total
És esmagado pelo aroma podre da flor
E é nesse momento...
Que tu te entonteces e reza versos de amor.


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5 de novembro de 2009

Dicionário - By David Nobrega

Dicionário

David Nobrega

Assim autentica-se o amor
beijo bandido e boêmio
cáustico, compreensivo e castrador
dado em determinado dia
efêmero, etéreo, esbaforido.
Foste forte feita
galhofa galante de gaia,
habilmente humilde, habita
ilha ínfima, íntima.
Jogas em jogos jocosos
lânguidos, latejantes lábios,
mastigam minha memória
norteiam novas necessidades,
ostentados por oníricos orgasmos.
Posso pedir-te, posso?
Quero querer o quanto
Ruminar roucos repentes
Soprar solos às serpentes.
Tanto tento tocar...
Uivo único e ululante
Voluptuosas vagas volteiam.
Xadrez de xamãs xilogravado.
Zagor em zeloso zigurate.
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