Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens

9 de dezembro de 2009

BIG BOSS BAG - Um presente de Natal Original - Antonio Brás Constante

BIG BOSS BAG – Um presente de Natal original

Antonio Brás Constante

Cansado de disputar a atenção do seu chefe com outros puxa-sacos mais experientes do que você na empresa? Você fica carente e deprimido toda vez que seu superior viaja, sentindo um vazio por entre os dedos? Pois agora isso não será mais problema, está chegando ao mercado o fantástico produto: “Big Boss Bag” (versão pocket), o puxa-saco de bolso, que não deforma, não solta pelos, e faz você se sentir como se estivesse grudadinho nos testículos de seu amado patrão.

Somente o BBB (Big Boss Bag) já vem com o cheirinho de poltronas executivas de escritório, perfumadas com talquinho, e em diversos modelos, tais como: Chefe motivador, com mensagens gravadas com uma voz parecida com a de um conhecido chefe de nação dizendo: “você é o cara” e “nunca antes na história desta empresa tivemos um funcionário tão dedicado”, entre outras frases. Para quem gosta de chefes sádicos, o Big Boss Bag pode vir equipado com espinhos de verdade, e aplicar choques elétricos, tudo isso para que usuários masoquistas possam sentir prazer com muito mais desconforto.

Dispomos também da versão presidenciável, Bill Clinton, para mocinha que sobe a saia para subir na carreira, mas que não pode estudar na Uniban. Esta versão foi desenvolvida na voz do próprio Bill, e a cada apertadinha diz coisas do tipo: “don’t stop Baby, Oh, God! Yes, Yes... Hummm, Good, very gooood”. Também temos a linha tupiniquim em formato de estrela.

Mas não é só isso, você ainda receberá inteiramente grátis o livro: “Mil e uma maneiras de dar uma puxadinha sem culpa”. Com este fabuloso livro, sua autoestima subirá e você deixará de se sentir como um mero capacho, para se transformar em um tapete persa aos olhos do seu querido chefinho.

Para os aduladores que se dizem religiosos e que gostam de se abraçar e dar uma rezadinha sempre que recebem um dinheirinho por fora, proveniente das maracutaias de seus amigos adeptos do DEM (Dinheiro Escondido nas Meias), nós dispomos da linha BBB em formato de santinho, e fabricada com a legítima madeira do pau oco.

O Big Boss Bag é super macio, proporcionando um apertar leve e suave, sem riscos do usuário desenvolver calos nas mãos, algo que geralmente acontece, por exemplo, com quem trabalha, e é por isso que bom puxa-saco sabe evitar o serviço, pois entende que mãos ásperas e calejadas são impróprias para quem almeja manipular algo tão glorioso quanto o saco de seu empregador, professor, ou superior hierárquico de qualquer área.

Adquira já o seu Big Boss Bag e mude a sua vida. Faço como o Fernando, o Maluf, ou José lá da loja de motosserras que não perderam tempo e galgaram carreiras fabulosas quando passaram a botar a mão na massa, digo, no saco. Leia o depoimento do Sr. Fagundes sobre este incrível produto: “bem, eu era uma pessoa insegura na hora de segurar e puxar o saco do meu patrão. Ficava até meio sem jeito. Mas, depois que comecei a utilizar o Big Boss Bag tudo isso mudou, me sinto um novo homem servil, deixei de ser um mero baba-ovo para me transformar na babá dos ovos de ouro de meu chefe, e tudo isso graças a este maravilho produto”. Não espere mais, peça seu Big Boss Bag ao Papai Noel, puxando seu presente direto do saco do bom velhinho.

Enfim, em uma época onde o volume nas cuecas define o tamanho do extrato bancário de alguns indivíduos que parasitam por aí, os bajuladores andam perdendo lugar (literalmente) para o dinheiro de propinas, e até mesmo a ideia de que o que vale mesmo é o que se tem por dentro, infelizmente acaba ganhando um novo significado. O Big Boss Bag chega não somente para ser a solução para uma necessidade ultrajante de alguns tipos de pessoas, mas também serve para mostrar que a vida, em muitos sentidos, acaba sendo um saco, um saco cheio de gatunos corruptos e safados.

SUGESTÃO DE PRESENTE DE NATAL E AMIGO SECRETO: presenteie quem você ama, gosta, acha legal, ou que você tenha simplesmente tirado no amigo secreto da empresa com meu singelo livro: “Hoje é seu aniversário – Prepare-se” e faça DUAS pessoas felizes: a pessoa que recebeu o livro e eu (é claro), que estarei divulgando minha obra e ainda ganhando um troquinho com seu gesto. Não sabe onde adquirir o livro? Nas livrarias SARAIVA espalhadas por todo Brasil, na livrarias Cameron dos Shoppings da grande Porto Alegre ou no site da Editora AGE.
NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.
SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br). Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

Bookmark and Share

21 de julho de 2009

Sinceramente...

Eu particularmente nunca vi médico se tornar médico sem investir em sua carreira; assim como nunca vi professores se tornarem professores sem investir em sua carreira.
A “lei do investimento” existe em qualquer profissão que se preze e eu poderia inclusive dizer que se plantando é que se colhe, parafraseando algum autor que desconheço, por isso não posso lhe dar os devidos créditos.
Fato é que alguns escritores ou alguns que pretendem viver da escrita, sonham em ser “descobertos”, sonham em ser publicados. Sonham em fazer sucesso sem investir em sua carreira. Verdade seja dita, se todo o arquiteto ou mesmo engenheiro ganhasse para fazer a faculdade, para ser transportado para seu curso e ainda sair com emprego garantido, o mundo seria de profissionais que “surgem e nascem” para brilhar sem esforço e tudo seria mais colorido.
Em um mundo onde a qualificação escritor é tão banalizada, mais que o próprio jornalista atualmente é difícil ser considerado escritor de verdade; praticamente todos que escrevem se auto denominam escritores e hoje já podemos até nos auto denominar jornalistas também, o que considero uma perda enorme em profissões que devemos estudar para dizer quem somos. Pois é, não existe diploma de escritor, mas existe a faculdade de letras mas que não nos torna escritores obrigatoriamente. Existem tantos médicos escritores que escrevem livros maravilhosos, advogados, engenheiros, estudantes que poderia arriscar que o que nos torna escritores é a qualidade de nossa escrita e o que ela provoca em quem nos lê.
Ao mesmo tempo que existem escritores que investem em sua profissão, mesmo publicando livros pagos em um primeiro momento, existem aqueles que além de não quererem pagar para publicar, falam mal da indústria literária, porém sonham em ver seus livros nas prateleiras de grandes livrarias. Perigoso se falar mal de alguma editora, quando se quer ser publicado sem pagar e receber sem investir em propaganda, ou mesmo ser comercial com seus 10% de direitos autorais só por escrever...Quem arriscaria publicar um autor desses? Creio que ninguém!
Perigoso dizer que editoras investem somente em autores “famosos” e enviar original uma vez por mês, já deixando claro que sua proposta é: deixar a editora publicar, ganhar 100 livros para distribuição gratuita mais 10 % de direitos autorais sobre a obra e não se mexer... Nem para vender, até porque escritor não precisa vender seus livros, precisa ser vendido. Controvérsias do mundo editorial... O que devemos é peneirar!
É muito engraçado escritores que são contra concursos literários, falam mal de editoras que promovem concursos literários... Arrisco aqui perguntar quem é que passa em um concurso ou vestibular sem pagar taxa de inscrição? Ninguém! Mas sabemos para que servem as taxas de inscrições? Se não se sabe deveriam saber, uma que banca julgadora presta um serviço e precisa receber por isso. Se o autor quer ganhar os 10% de direitos autorais e ainda ser publicado ele precisa entender que existem pessoas que corrigem seus originais e por ser um trabalho minucioso que detêm tempo é pago! Me questiono nesse momento, quem corrige minha prova em concurso federal, municipal ou estadual? Não sabemos, não nos é informado e nem se perguntarmos iremos saber. O trabalho de quem avalia concurso literário é complicado e logicamente o nome das pessoas que irão corrigir não serão divulgados antes do final do concurso para que ninguém entre em contato antes com eles. Isso é lógico, líquido e certo. Ao término do concurso por exemplo, a Editora Novitas vai divulgar nome e foto de quem selecionou os originais, o que já nos exclui de qualquer participação no julgamento uma vez que poderíamos ser considerados tendenciosos, tendo em vista nossa interação com alguns escritores.
Podemos conhecer a idoneidade de uma editora pelo seu número editorial perante a biblioteca nacional e pelo seu CNPJ, creio que fica mais fácil entender antes de tornar todas editoras iguais.
Esse é um texto de reflexão tanto de minha parte como Editora como autora, investi em duas coletâneas e um livro que me fizeram muito bem, uma vez que tive a oportunidade de distribuir minha literatura para pessoas que nem imaginava. Participei de 4 concursos e infelizmente não ganhei nenhum, paguei taxa de inscrição, pois prefiro pagar a taxa do que me inscrever em concursos sem taxas. Esse já é um indicativo, pelo menos para mim, que vai ter banca examinadora de original. A única coisa que me fez falta quando publiquei meu livro, foi ter uma EDITORA que fizesse seu trabalho, e por isso em conjunto com meu marido fundei a Editora Novitas, para realmente tratar o autor como autor de livros e não somente como um indivíduo pagante.
Creio que algumas explicações são necessárias e algumas reflexões quando a internet é vista como terra de ninguém e hoje o conceito de liberdade de expressão anda colado a ofensa e calúnia. Emitir nota de opinião quando se conhece um trabalho é aceito, mas partir para “achismos” ou mesmo padronizando todos como incompetente já é complicado e anda de mãos dadas com conceitos pejorativos que não melhoram ou ajudam as pessoas, ou uma empresa. Estar na internet significa uma coisa: ser lido e visto, por isso nós como Editora que somos, temos o maior cuidado antes de escrever ou emitir nossas opiniões sobre determinado assunto.
Letícia Coelho
Autora, Editora e Pedagoga.