23 de julho de 2009

Um fondue especial - By Chica

( Imagem retirada do google)


Um fondue "especial"





* Chica




Rosa tinha um monte de filhos, todos pequenos e com pouquísima diferença de idade.

As despesas portanto, da família eram muitas e o salário do marido era todo gasto assim que entrava em casa. Pouco sobrava para bobagens ou supérfluos.

Um dia, Rosa que havia ganho seus primeiros salários, resolveu dar um presente diferente para comemorarem o dia dos namorados...um aparelhinho de fondue.

Toda feliz, comprou todos os ingredientes, cortou a carne, preparou vários molhinhos espertos e ainda fez as torradinhas para acompanhamento. Tudo pronto.Oba!

A criançada com os olhos brilhando para participar da inauguração ...

Começa a função : tudo certinho...
Até o fogo com o álcool foi feito sem problemas, e nenhum cabelo ou sobrancelha foi chamuscado,rsrs...

Aí, cada um deveria espetar suas carnes e esperar, enquanto conversavam.

Porém, era um bando de "mortinhos de fome" que queriam mais do que tudo ou qualquer papo, encher suas barriguinhas.

Assim, foram as primeiras remessas, mal dava tempo de fritar e já eles haviam acabado as suas e pedindo mais e mais...Várias e várias remessas foram feitas...

Resultado: Rosa ao final do jantar "romântico" e especial, quase precisava uma maca de tão exausta estava, isso sem falar no cheirinho "delicioso" de frituras em seus cabelos que nem com um banho ia embora.

Assim, até colocar as crianças nas camas, banho, a noite estava perdida para qualquer comemoração a dois...

Ficou entretanto a lição: fondue é para ser saboreado com calma, sem pressas e de preferência, sem crianças, só o casal.

Hoje,ele já nem é mais nem frito . Há as chapas para apenas grelhar. Com isso, nem fumaças, nem perfumes indesejados. Pronto!

Assim, o romance está garantido!

Mas agora,pensando bem, falta alguma coisa...

Hmmm, já sei:falta também a graça daqueles momentos...

Afinal, só para dois? Ah! Nem inventa! Muiiito melhor ir jantar fora! Há tantos fondues bons pela cidade!

E assim, foi descoberta a inutilidade de tal aparelho naquela família.






*Meu nome é Rejane Merker Tazza , nasci em Rosário do Sul em novembro de 1948. Me conheço mais por Chica, pois desde pequeninha fui assim chamada.
Me formei advogada e exerci por pouco tempo.
Quem sou eu
Sou alguém que simplesmente gosta de escrever sobre as coisas do cotidiano de quem leva uma vida bem normal e comunzinha e que valoriza a natureza,a simplicidade e procura fazer a sua parte neste mundo, sempre que pode...
Procuro estar sempre atenta e é com esse olhar que escrevo...
Enfim, sou simplesmente a Chica...


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14 comentários:

Zélia Maria Freire disse...

Sou leitora da Chica e acompanho os seus escritos de há muito e fico feliz em encontrá-la por aqui. Zélia Maria Freire

Chica disse...

Antes de mais nada, quero deixar aqui registrada a minha alegria de participar e publicar minhas historinhas por aqui. É uma honra! Um beijo, chica

Gaivotadourada22 disse...

Para nós que te conhecemos e admiramos tanto, é uma alegria te encontrar aqui, num espaço que divulga as boas letras, em todas as formas de manifestação!Um beijo Chica! Um abraço aos editores! Terezinha Canabarro

Anônimo disse...

Oi, Mãe !
Me lembro direitinho desses "nossos" fondues ...
Era muito bom aquela função para ver qual o espetinho que ia ficar pronto primeiro e quem comia mais pedacinhos de carne , né ?
De romântico podia não ter nada , mas que era muito bom e engraçado, era ...
Beijos ,
Tita

Helena C de Araujo disse...

As crônicas da Chica são tão especiais que merecem ser divulgadas em lugares também especiais!
São sempre deliciosas narrativas, com uma abordagem divertida, mas, acima de tudo, carregadinhas daqueles bons sentimentos que ela tem no coração!
Esse fondue especial certamente ficou mais especial ainda pela companhia com que ele foi saboreado. Família. Tem coisa melhor?
Aplausos todos à Chica! (Chica, beijo grande a você!)
Parabéns aos editores do blog pelo belo espaço!
Grande abraço!

Paulo disse...

Fondue a muitas mãos só mesmo em restaurantes, mas histórias bem contadas nos abrem o apetite da leitura.

Lu Cavichioli disse...

Ai que delícia: crônica e fondue!

Coisa boa essa amiga chica com sua escrita leve, sempre convidativa e muito contagiante.

Lindo demais.

super beijo da Lu

Elizabete Mattos disse...

Gostei muito!!!Se puder dê uma olhadinha no meu blog de poesias. O endereço é: http://poesiasdekaminaloa.blogspot.com

fabíola disse...

A MANA ENTREGOU QUEM ERA A "ROSA"...
ERAM BEM BONS NOSSOS FUNDUES...SÓ FICAVAM MAIS CHIQUES E ROMANTICOS QUANDO O MANO RESOLVIA PEGAR UMA PORÇÃO DAS CARNINHAS E LEVAR PARA COZINHA E FRITAR EM UMA FRIGIDEIRA...POR NÃO CONSEGUIR ESPERAR O RITUAL...
AS INVENÇÕES É QUE ERAM BOAS...FUNDUE DE CAPELETE...
POR AQUI O PESSOAL GOSTA DE COMER FUNDUE DE QUEIJO COM SALSICHA EM VEZ DO PÃO...CADA UM COM SEU FUNDUE...E ACABA QUE DE CHIQUE SÓ FICA O NOME...FUNDUE!!!
BJSSS,
NECA

Chica disse...

Como viram, minhas duas filhas se apresentatam:Tita e Neca e contaram mais uns "detalhezinhos" do nosso fondue, tri chique!Aliás, "chique dos úrtimos",rsrssr beijos, chica

Madalena Barranco disse...

Olá Chica,

Não há romanstismo que resista ao perfume da fritura. Já, suas letras, venceram todas as frituras e me fizeram sorrir!

Beijos

Ângela Coelho disse...

Adorei a história do fondue romântico. Valeu a confraternização familiar. kkkkkkkk
Ri bastante imaginando a cena.
Beijos.

MARCOS DE ANDRADE disse...

Chica, eu nunca comi um fondue. Não que não pudesse, mas por que tinha preguiça de preparar. Azar o meu - hehe. Estou estreando no blog com texto e com comentários. Abraço meu.

mausi disse...

Chica,
Logo, mesmo antes de ler o remetente, vais saber quem sou. Esta ROSA de tua narrativa vem de longe, muito de longe e trazia um amigo imaginário chamado Roso, seu companheiro em todas histórias que querias que contássemos, quando ficavas em nossa casa. Sim, porque morávamos em casa separadas.Ficavas satisfeita com as aventuras felizes de Rosa e Roso que inventávamos para que dormisses. Rosa e Roso acenderam-se em nossa memória enquanto a Rosa tentava um romantismo no fondue. E naqueles tempos, nem Rosa, Roso ou qualquer uma de nós sequer sabíamos o que era fondue, enquanto nos deliciávamos com as uvas ainda verdes da parreira do quintal de Vovó e as goiabas daquela árvore dependurada sobre um barranco, ou no grande loureiro que era o melhor ônibus do mundo.
Um beijão,
Mausi