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20 de setembro de 2010

Em 28. - By Letícia Losekann Coelho

Em 28.

*Letícia Losekann Coelho



Se tu sabes que fere a ternura
Quando respiras em latim, cala...
Faça-te menos abuse da censura
Enrole sua palavra em papel de bala.

Desfile em pontas desenhadas nos cascalhos
Mesmo que te custe a sola em sangue
...Cabeça intacta e pés em frangalhos
Olhos em chamas-Não desista- Ande.

Seja soberano acima de humano
Repita o mantra em fase estomacal
Porte-se como um liso veneziano
Prenda a respiração do grito abdominal.

Aponte o dedo mais rápido que a vontade
Linche os pensamentos e desejos alheios
Exiba de forma habilidosa toda sua agressividade
...Enrole-se na corda em seus rodeios.

Mostre-se digno do que colhe
Empunhe sua falta de ideia em benefício do nada
... Se alguém reclamar, ignore...
Continue utilizando sua fórmula mágica.

Finja felicidade em meio a maldade
Destrua sua possibilidade de tristeza
Se alguém cobrar, você foi abduzido por amenidades
Continue refém de sua própria pobreza.

Não mude uma linha de sua condição
Engane os sonhos de outrora
Sua carga de erros estão em eterna inflação
Drible a parte de dentro, mire na aurora.


* Editora e autora da Novitas. Site da autora http://www.leticiacoelho.com.br




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26 de agosto de 2010

Aqui jaz uma pessoa querida - By Letícia Losekann Coelho

Aqui Jaz uma pessoa querida
*Letícia Losekann Coelho
A morte para a vida
Precisei me enterrar, afundar
Tornar - me vencido e fechado...
Para enfim ter domínio
E reaparecer, renascido
Para a vida.
Embebi profundamente em
Minhas entranhas...
Travei uma batalha com
Meus medos...
Enfrentei minha realidade
Insana...
Cravei a estaca em meu
Próprio peito.
Tapei as fendas antes do sepulcro.
Bolcei o sangue pútrido que me molesta,
Decorei o túmulo...
Orquídeas e violetas para
A cena.
Ressuscitei da morte que me
Impus...
Olhei meus olhos sem vida
E resolvi...
Não viver de sonhos
E sim da realidade
Que existe,
Aqui.
(Versos que tu querias dizer antes de morrer)
I
A realidade...
Esse monstro que se disfarça
De verdade,
Inunda-me de medo...
Pois na realidade existe o
Erro,
E o erro reporta aos
Momentos
Em que tive que fazer escolhas...
Triste ironia
Sempre agi como tolo,
Inclusive nos pensamentos.
Meu amadurecimento
Passa pelas decisões...
Mas nelas existe sempre o
Medo do erro...
Que atrapalha meu caminho
Até a perfeição.
II
A perfeição...
Essa insana vontade que
Não existe,
Mas insiste...
Esse é o momento de louvar
Os doentes...
Os aflitos e os
Hipocondríacos,
Que existem para dizer aos
Megalomaníacos,
Que o perfeito é ilusório...
É do momento.
Pois todos erramos...
(Faz parte do lado humano)
III
O lado humano...
Que me reporta à triste
Realidade...
Do medo do erro
Da busca pelo insano!
Faço-me animal
Para nao assumir responsabilidades...
Mordo, cuspo, cheiro...
Abuso os sentidos
Observo, escuto mas não falo,
Somente...
Agarro,tituro e uivo
...E quando dou por mim
Deparo-me
Com um alguém
Que precisa
Ser enterrado...
Para renascer
Cm vontade de viver...
Sem os medos
Sem querer os acertos
Recomeçar!
Para enfim construir
Um lado humano,
Menos insano.
IV
O insano...
Quando me faço humano,
Sou infeliz em todos os momentos...
Então rezo pela morte,
E ela não me acode.
Resolvi acabar com tudo...
Comprei meu túmulo
E acabei com ela,
A vida...
De corpo e alma
Agora jaz...
Estou deitado ao lado de
Meu pai,
Encontrei a paz!
V
A paz que sempre sonhei...
Durante toda a curta vida,
Não sei se vou para o Azul ou
Para o Fogo...
Mas queria deitar do
Teu lado...
Unir-me o teu corpo,
Meu pai, meu porto!
Fiz minha morte...
Livrei-me dessa vida doída
Minha mãe me deu uma
Última sorte...
Em minha lápide, escritos
Em letras fortes:
Aqui jaz uma pessoa querida.
* Editora e autora da Novitas. Perfil completo AQUI
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8 de agosto de 2010

632.0 - By Letícia Losekann Coelho

632.0

*Letícia Losekann Coelho


Nós que suplicamos a verdade
Nem sempre temos audição para tanto,
Gritamos e definimos crueldade
A realidade no efeito traz espanto.

(pessoal plural)

Tu que na caixa alta fez alarde
Hoje, pensa baixo sem gritar
Sem titubear... Te defino: és covarde
Em lápis sem cor, vejo a boca acinzar.

(pessoal singular)

Vós que gastais o latim em vão
Silencia a língua mas a testa mestra...
Opinião em punho é sinal de castração
Calais os olhos instrumento de vossa orquestra.

(plural pessoal)

Ele que te questiona obviedades
Não entende de tempo perdido
Vive como eterno fodido,
Garganteando irreais calamidades.

(singular pessoal)

Eles que não se preocupam com futuro
Tem cinco minutos para aproveitar a fama,
A "mente aberta" é engessada tal muro
Deitam e rolam nas estrelas não exergando ser a lama.

(plurais pessoais)

Eu que absorvo feridas
Fico quieta até perguntar
Transformo o podre em linhas
Forço os olhos para quem sabe vaporizar.

(pessoa singular)


* Editora e escritora da Novitas.
Escreve no blog www.scriptusest.blogspot.com
www.twitter.com/Leticia_LCoelho



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10 de julho de 2010

1019. By Letícia Losekann Coelho

1019.

* Letícia Losekann Coelho


Tudo que tu falas, eu escuto
Ignoro a parte caída, relida, inventada
O resto eu passo na peneira muda
Com isso, destruo teu escudo.

Pego a paisagem em ondas
Refaço teu discurso de forma mental
... Eu sei, não é natural...
Repico tuas formas em pról das minhas notas.

(Eu vejo os olhos...
Não chego perto do cérebro,
Não alcanço teu grito
Não interfiro na projeção dos sonhos.)

Tudo que tu falas, eu escuto
... A parte que interessa...
Se não gosto, eu mudo
No luto por dutos...
Na pressa de não desagradar

Assumo a covardia
Não sei lutar.


* Perfil completo AQUI

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12 de junho de 2010

73. By Letícia Losekann Coelho

73.

*Letícia Losekann Coelho

Existe em ti um algo mais
Difícil traduzir...
Existe um certo tempero,
Um gosto apurado
Nem doce nem amargo...
Um gosto teu-meu.

Existe uma certa seriedade...
Uma concentração habitual
A descoberta do texto pela pontuação
A pressa no acerto,
A correção.

Existe uma alegria constante
Algo que transborda e contagia
Um amor mais de amor...
A quantidade e qualidade
Equilíbrio entre tudo
Não gasta...
E isso é meu-teu mundo.

Existe uma angústia...
A dor lá no fundo,
Aquilo que te faz ser mais...
A porta que as vezes te trava
E que eu arrebento...
Para tu conseguires falar.

Existe a paixão pelo tudo nosso
A gargalhada na piada
A genialidade nas palavras
Os ensinamentos...
É isso que transborda.

Existe a facilidade no foda - se
Foda - se mundo,
Foda - se tudo...
Que não soma,
Atrapalha e puxa para baixo.
Descarta - se o que empobrece a mente...
Fodam - se até os dentes.

Existe uma bondade infinita,
O pedido de ajuda que tu conhece pelos olhos...
A mão estendida que sempre chega antes do falar,
A palavra que conforta...
Antes da vontade de chorar.

Existe em ti um algo mais,
E sempre vai existir...
Amor meu-teu
Teu-meu amor.


* Autora e Editora da Novitas.

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11 de junho de 2010

IIIII - By Letícia Losekann Coelho

IIIII

*Letícia Losekann Coelho


O grito abafado estampa a parede
As unhas afiadas ensaiam o coro
A garganta padece e te toma de sede
Hidrata o corpo e desidrata no choro.

Um suspiro inicia a demência assistida
O sopro enrosco engasga os braços
Do corpo segue o transporte só de ida
No meio fio da boca encontram - se laços.

Uma bolha de entusiasmo rola no soalho
O couro que sobrou é mal passado
É vida finita esmagada como alho.

O sorriso desenhado repleto de estripulias
Sobra a história dos outros sobre o morto
As únicas esquecidas, serão as alegrias.


* Autora e Editora da Novitas. Perfil completo AQUI

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30 de maio de 2010

12/3 - By Letícia Losekann Coelho

12/3

*Letícia Losekann Coelho

Não basta amar...
É necessário ser dramático
Desesperado
E loucamente apaixonado.

(O amor é morno
Quando só é amor.)

Amor precisa ser carregado
Vai te deixar tonto
Desorientado...
E você pode estar há 50 anos casado
Que o mais-que-amor dura,
Inclusive no roubo do contador.

O amigo pode insistir
Que o amor basta...
E eu digo:
Se for só amor, acaba.

Por que o desafio do amor
não é escutar eu te amo
Todos os dias
E sim
Não trocar o olhar apaixonado
Pelo olhar de "bom dia".

* Aqui.

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5 de maio de 2010

15. - By Letícia Losekann Coelho

15.

* Letícia Losekann Coelho

Das realidades

Diminui a quimera...
É necessário ser violento
Para depois ceder ao valsado
E viver a doce primavera.


* Editora e autora da Novitas. Perfil completo Aqui



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22 de abril de 2010

711 - Poesia By Leticia Losekann Coelho

fotografia: David Nobrega


711


*Letícia Losekann Coelho





Os desesperados...
Pessoas semi - mortas que acreditam somente na palavra
Apoiam - se em falsas histórias
De seres que se dizem abençoados.

Estupradas, seguem as idéias
Repassadas em boa hora,
Para conduzir a manada
No abate cego em períodos de cefaléia.

Entricheirados na mesmice
Reproduzem os feitos,
E trejeitos de pseudo - líderes
São peças fundamentais para a eterna fanfarronice.

Medíocres, pensam que são importantes...
Lambem as botas do rei para tirar vantagem
Não passam de acéfalos
São espíritos inúteis e errantes.

Não pensam no futuro...
Roubam, enganam e acumulam a prata
Mas o que resta é a honra
Quando chegar a hora de habitar o sepulcro.

Vê?Os muros indicam tua morada...
Cruzes empilhadas em linha de igualdade
Tua carne que apodrece trancafiada na caixa
E tu? Ficaste nas mãos de teus comparsas,
Que vão contar tua história renegada.


* Autora e editora da Novitas. Perfil completo AQUI




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21 de janeiro de 2010

8.

8.

*Letícia Losekann Coelho


Foi a morte de teu filho pródigo,

Que determinou o rumo de tua trajetória.


Aquele rapaz sem escrúpulos exterminador da vida...

Teu filho!

Rasteja agora infame!

Bate a cara no barro, sente o cheiro de sangue

– Eu me entretenho proferindo escarro... -

E tu? Poem – se a limpar, com tuas barbas malditas,

Pois eu faço justiça para as pequenas moças que teu filho abateu com escárnio.


Veja! Olha! Quantos corpos espalhados...

Carnificina desenhada em crueldade

Ossadas misturadas...

Restos de pele...

Está vendo?

Pois veja, foi a tua cria aberração

Que permitiu – nos esse espetáculo.


Te ajoelha!

Implora agora...

Quero ver teus olhos “sagrados”

… Tu nunca mais vais dormir...

( Um momento de compaixão)

Perdoe – me é que não quero te iludir!


Pois aplauda comigo...

Quero batidas estridentes de tuas mãos

Comemora o ato

Afinal de contas...

Esse resultado foi lutado, no osso escacho

Para quem sabe talvez tu me dares aprovação!


Não... Não me olha assim piedoso...

Largue meus pés, seu monstro!

Teu filho partiu, o resto está em meio aos escombros

  • Pois fui um dia, pródigo, digno e bom, não agradei... -

Eis – me inteiro: homem monstro, pensamentos retalhados...

E tu agora podes me ver:

Vivo morto, tomado da raiva infantil...

Para teu vômito nectário!


< == Acaba o ato ==>


Terminado seja...

Eu e tu,

Pai e filho,

Pensador e executor...

O monstro se vai e leva o criador.


* Editora e autora da Novitas. Perfil completo AQUI
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14 de janeiro de 2010

(4.)

( 4.)

*Letícia Losekann Coelho

Morri só na multidão...
Sem estar sozinho ou abandonado,
Não ouvido?
Quem sabe meu grito... Alguém lembrou.


O que sou agora, nada...
Ninguém mais lembra?
Um corpo esguio, aquele mal erigido
Tu doa risos como quem faz sofrer o inimigo...
Estou aqui...
Lembro de ti, por isso sou punido.


E se tu vais embora
Sofro em silêncio...
Devoro notas altas
(Meu prêmio)
Choro delongas fervorosas
(É o frio)
Morremos todos em setembro.


Os outubros já não são mais os mesmos
Pois eu ainda lembro
O sangue entre meus dedos
Do corpo teu sepultado em meu leito
Querias ir embora?
Nunca te permiti desejos.


Tenho tua casca comigo
Mas não sei onde andam teus sonhos...
Por isso te pergunto se lembras de mim,
Onde foi que perdi
A noção do que fiz.


Morro só nas multidões...
Procurando teus sonhos
Quem sabe em algum canto
Te acho largado, sorrindo...
Sonhando...
Pois te matei em algum setembro
Mas nunca consegui acabar com o eco do teu pensamento.


* Editora e autora da Novitas. Perfil completo AQUI



17 de dezembro de 2009

Um País de não leitores ou que não sabe escrever? - By Letícia Losekann Coelho


Um País de não leitores ou que não sabe escrever?

*Letícia Losekann Coelho



Somos um País de não leitores, pois não lemos muito durante o ano. Retrato do período atual que vivemos? Considero que sim, pois nosso País é nossa identidade, e faz muito tempo que elegemos governantes que não se preocupam com sua cultura, como vão se preocupar com a do povo? Não falo isso, em relação ao tempo que estudaram, mas na vontade de aprender, querer saber, enfim ler. É sabido que quem não lê não sabe escrever, logo somos um País que não escreve.

De fato é perigoso, afirmar que somos um País que não escreve, pois os números nos provam o contrário. Inúmeros livros são publicados diariamente no Brasil e diversas pessoas escrevem em seus blogs e microblogs, como dizer que não escrevemos? Bem, quem sabe não escrevemos direito ou inventamos motivos para escrever errado? O escrever errado virou normal, muitas vezes escuto: é meu jeito de escrever. Jeito de escrever? Existe um, no meu entendimento... O correto.


Quantos livros você lê por ano? Uma pesquisa foi feita e o " menos dois livros por ano" é algo que realmente me incomoda, pois faço parte da parcela de pessoas que fazem a leitura de mais de 10 livros folgado por ano. Leio tanto romances, como contos e poesias, enfim leio de tudo. Minha leitura não é "facilitada" por ser editora, pois não conto os livros que preciso ler ou corrigir para o trabalho, faço a otimização de meu tempo, e o resultado é ler livros para meu lazer e de minha escolha.


Domingo passado no twitter, fiz algumas perguntas no intuito de entender um pouco como é feita a escolha na hora de comprar livros. Perguntei também, se as pessoas gostavam de ler livros na tela do computador e se compravam livros de autores novos. Grande parte dos que responderam, compram livros pela capa, assunto e o nome do autor. Poucos disseram que gostam de ler no computador e boa parte disse que faz a leitura de autores novos quando se interessa pelo assunto. Na minha opinião, o que conta na hora de comprar livros é o assunto, a capa e presto atenção quando o autor é novo e alguém que realmente gosta de ler, me indica o livro. Não leio no computador, pois não tenho esse hábito e gosto de conforto, seja para lazer ou para trabalho. Se recebo originais via e-mail, imprimo e leio, pois não consigo manter a cadência da leitura na frente do computador.


Vou evitar reclamar do tipo de leitura das pessoas, cada um lê o que quer, mas nem tudo na minha opinião é considerado livro. Não entendo por certo, "livros" que tentam ensinar as pessoas a viver melhor, emagrecer ou ficar milionário. Esse tipo de livro, é o retrato do que chamo de: desespero atual! Quem compra um livro que ensina a ficar milionário com certeza está ficando pobre, quem compra um livro para emagrecer, é porque já esgotou todos os tipos de dietas disponíveis no mercado e não tem dinheiro para ir ao endocrinologista e quem compra um livro que "ensina" a ficar feliz não quer procurar ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica para seu problema.


Para contrariar eu gosto de ler e escrever poesia, e digo contrariar porque no momento atual não escrevo tanto sobre o amor, dor, vento, etc... Tenho preferência por poesia social, poesia atual... Poesias "Terríveis", mas como disse leio de tudo, até para me atualizar do que as pessoas andam escrevendo.


Esse texto surgiu do pequeno debate de domingo no twitter, como em 140 caracteres fica muitas vezes difícil colocar a idéia inteira, resolvi trazer para o blog e quero saber o que vocês acham de tudo isso? Somos escritores, mas não somos leitores. Nossos governantes, fazem políticas paliativas para a cultura o que na verdade não resolve o problema. E quem disse que poesia não vende? Inúmeros poetas, vendem seus livros de poesia por aí e vários escrevem em blogs e são lidos. O livro está caro no Brasil? Não, temos livros ótimos por menos de R$ 30,00 que não emplacam... Na opinião de vocês, o que acontece então?

Quero agradecer todos que interagiram sobre o assunto, obrigado! @companhialivros @lucianacns @arqsteinleitao @albertopenha @Carmel179 @MarciaOLIVEI @Kiaraguedes @junatchos @castanheira3 @carolborne @Churumela @gustavocarmo @scriptusest
@teresacvilela


* Letícia Losekann Coelho, é casada com o Editor, fotógrafo e escritor David Nobrega. Fundou a Editora Novitas em Novembro de 2009. É autora do Livro de poesias Ensaios Amadores... Ou não! Participou da coletânea da Editora Komedi e da I Coletânea Scriptus, pela editora Novitas. É uma das autoras da coletâna infantil "15 poetas para todas as crianças" que será lançada no início do ano que vem. Prepara o livro "Poesia em 3 atos". Perfil no site da Editora AQUI

27 de novembro de 2009

A Ponta da Verdade - By Letícia Losekann Coelho

A Ponta da Verdade

*Letícia Losekann Coelho

A saliva se faz pó
Na boca ungida da santidade
Que com piedade
Liberta a raiva de quem ministra a extrema unção
Da unha e carne...
Mas não liberta a própria vaidade.


O céu e o inferno
Andam juntos de mãos dadas
E não precisa haver tapas na cara
Para se perceber a aberração nos corpos
A perversão dos sentimentos
A deturpação nos olhos de quem prega a moral
... Velhos constrangimentos.


O verdadeiro malfeitor
É quem omite os próprios erros
Coloca toalhas encharcadas sob o meio termo
Esconde sua cara amassada
Para não “ferir” segundos e terceiros.


E na bondade dos incrédulos beatos
O mundo se faz a girar
Na ponta da mentira existe a caridade
De quem decide qual verdade vai te contar.


* Editora e Autora da Novitas. Publicou o Livro Ensaios Amadores... Ou não, e prepara para o início do ano que vem o livro, Poesia em três atos.

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10 de novembro de 2009

Rosa, podre e prosa

Rosa, podre e prosa

Letícia Losekann Coelho

Respeito o silêncio
(Em parte)
Parte de mim, fala
(Os olhos)
E a outra parte cala.


E fez – se a rosa em ritmo
Nota, verso e prosa
Emoldurada na mucosa
Inunda pensamentos íntimos
Rói a corda,
Perde a visão de tuas costas.


Entre anseios e desprezos
Sobra o olhar avermelhado
A mão tremula que tenta te alcançar
Que pena...
Ela é boa em enganar,
Te agrada e depois corrompe moralmente...
Gangrena o pensamento
A liberdade que te faz voar.


Quando tocas as notas dela
Dá início ao aleijamento total
És esmagado pelo aroma podre da flor
E é nesse momento...
Que tu te entonteces e reza versos de amor.


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