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15 de março de 2011

Onde adquirir os dois novos lançamentos da Editora



Número de páginas: 112
Preço: R$ 22,00

Você pode adquirir o livro:
- Na Livraria da Vila ( Fradique Coutinho - SP)
- Na loja virtual da editora ( Aqui )
- Ou solicitando pelo e-mail: contato@editoranovitas.com.br

*O livro também está distribuído em diversas bancas e livrarias, se você não encontrar, envie e-mail.











Autor (a): Tati Cavalcanti
ISBN: 978-85-62442-14-8
Número de páginas: 110
Preço: R$ 16,90
Você pode adquirir o livro:
- Na livraria da Vila ( Fradique Coutinho - SP)
- Pelo e-mail : caoticos@taticavalcanti.com.br ou contato@editoranovitas.com.br









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14 de dezembro de 2010

Neste Natal, dê um presente cultural!


Presenteie quem você gosta com a assinatura anual da Revista Cultural - Novitas!
A assinatura anual custa R$ 50,00 e você pode solicitar pelo e-mail contato@editoranovitas.com.br
Adquirindo a assinatura anual, você ganha descontos de até 40% nos nossos livros.
Invista em cultura!

* Os interessados em assinar a Revista Cultural Novitas podem fazê-lo de duas maneiras: depósito ou boleto bancário.

Para depósito em conta corrente. basta depositar o valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) referente à anuidade, fazendo assim jus ao recebimento de 6 exemplares. Após o depósito efetuado, favor nos enviar cópia do comprovante, mais seu nome e endereço completos.

Os dados para depósito são:

Razão Social: Angela E L Coelho

CNPJ: 97.248.818/0001-47

Banco do Brasil

Agência 0180-5

c/c 41.841-2

Banco Mercantil do Brasil

Agência 0200

c/c 02010667-0

Se sua preferência for pelo boleto bancário, favor entrar em contato através de um dos seguintes endereços:

E-mail: contato@editoranovitas.com.br

Correios: Caixa Postal 331 -- CEP 96.810-970 -- Santa Cruz do Sul -- RS



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25 de novembro de 2010

16 de setembro de 2010

O Livro "Contos que Ninguém Conta" já pode ser adquirido

O livro "Contos que Ninguém Conta" do autor, David Nobrega, já pode ser adquirido pelo e-mail contato@editoranovitas.com.br

Dados do livro:

Título: Contos que Ninguém Conta
Autor: David Nobrega
ISBN: 978-85-62442-13-1
Número de Páginas: 158
Preço: R$ 29,00 com frete incluso para os Estados: RS, SC, PR e SP. Demais Estados, consultar frete com a editora.

A orelha do livro foi escrita por Ana Mello:
"David Nobrega é editor da Novitas em parceria com a Letícia, sua esposa. Além disso, é cronista, contista, poeta, fotógrafo, ilustrador e webdesing. Não sei se cozinha bem, mas sei que aprecia uma boa taça de um vinho enquanto espera aquele prato especial que a Letícia prepara com os ingredientes solicitados do mercado. Com as palavras, no entanto ele ótimo e o "Contos que ninguém conta" traz sua especialidade com todo o requinte.
Podemos saborear traços de humor,tristeza, ódio, amor e tudo mais que a vida nos oferece com temperos únicos do autor que mantém sua personalidade em todos os enredos por mais distintos que sejam. Sou apaixonada por contos e estou sempre acompanhada de Poe, Mia Couto, Machado de Assis, Horácio Quiroga e tantos outros, mas posso dizer com certeza que David passa longe de imitá-los. Escreve bem, é cativante na sua narrativa mantendo sua individualidade.
Em cada conto lido destaquei no mínimo uma frase que assim como uma pitada de pimenta ou outro tempero aromático ou agridoce marcou a narrativa, fisgou meu olhar
crítico e me fez reler ou voltar mais tarde já adiante no livro para conferir novamente aquele sabor. Sabor de boa leitura. Cito algumas, a título de degustação só para apurar o apetite de um novo leitor ou para
atiçar os que já o conhecem para mais uma leitura. " Clique para continuar a
ler


A Crítica Literária foi feita por Andrea Barros
Um livro de contos, para ser bom, deve contar com uma boa narrativa, bons
personagens e boas histórias. Caso essa mistura não aconteça ele, com certeza,
estará fadado ao esquecimento. Pois são justamente esses três elementos que são
encontrados no livro Contos que ninguém conta de David Nóbrega. Em seu livro, o
autor consegue fazer com o que leitor tenha muitas sensações no decorrer da
leitura. Raiva, angústia, nojo, dor, sofrimento, amor, alegria e felicidade.
Todos esses sentimentos estão ali, nas palavras de David.
Em Tardias reflexões, o leitor encontrará uma história cuja narrativa é um soco no
estômago. A transformação (e degradação) pela qual passa a personagem é muito
bem construída e os elementos que compõem o conjunto são perfeitos. Com uma
outra tônica, Nóbrega toma a loucura como ponto de partida para Amizades. Aqui,
o texto revela o contraste de classes sociais e como a mente humana pode ser
pega de surpresa por seus pensamentos.
O poder de escrever leva ao receptor a mensagem codificada, isto é, o autor coloca no texto uma carga que, a sua maneira, poderá remeter a determinado sentimento. Contudo, quando a mensagem é revelada por outrem se transforma em algo totalmente diverso. É o caso do conto Lobo em que o narrador, em primeira pessoa, relata ações rotineiras de sua vida. Porém, para quem lê a história pode passar algo repugnante. Com isso, David atinge em cheio seu objetivo. Revelar sensações é uma das maiores metas de um autor. "Clique para continuar a ler








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15 de setembro de 2010

Próximo Lançamento - Contos de Varanda. - Livro vencedor do primeiro concurso literário da Novitas -




Trecho do livro Contos de Varanda de Maurício de Oliveira, vencedor do primeiro concurso literário da Editora Novitas.


A herança maldita
(ou Eu sei o que vocês não fizeram no mandato passado)



"De repente, Jorge sintoniza o canal de notícias e vê o prefeito da cidade informando que se internará em famoso hospital seis estrelas, na zona sul, para se recuperar da dengue tipo 7, que pegou recentemente, mas não é nada demais, apenas um caso isolado (um entre milhões de outros casos isolados). Jorge está com fome, mas o sono é maior. Não adormece de todo e nem se mantém desperto. Nesse estado, sua mente não está nem lá nem cá, ou está em ambos: um compósito de ideias borbulhantes e estimuladas pelo noticiário que está passando na tevê.
Jorge sonha. Vê multidões correndo pelas avenidas, o terror, e o trânsito, todo engarrafado. Cena comum numa cidade grande, não fosse o inédito motivo do caos: uma bactéria gigante que fugira do laboratório, após explosão, enfurecida, destruindo prédios, casas, derrubando postes e fios. A infecção hospitalar espalha-se pela cidade. Era o fim dos tempos. Enquanto todos aguardavam uma anunciada guerra nuclear ou tsunamis engolindo prédios na orla, o armagedom viria por meio de bactéria gigante foragida de um hospital do município."

Mais informações no site: www.editoranovitas.com.br

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26 de julho de 2010

Deus e o Diabo - By David Nobrega


Conto que faz parte do próximo livro do autor David Nobrega. Para visualizar em tela cheia, |clique aqui|.

Em formato texto, aos que não estão conseguindo acesso:

Deus e o Diabo

Estava em meu botequim costumeiro, tomando minha cerveja gelada e olhando a vida passar pelas portas corrediças e enferrujadas do estabelecimento. Um vai-e-vem de gente nessas horas aqui no Centro, é coisa normal. Todos apressados para chegar em suas casas, cumprindo a rotina escravizante de cada dia. O sonho do banho quente, do chinelo largo sobre a meia furada, a comida requentada, a roupa de mendigo chique que tantos de nós desfilamos entre quatro paredes.

De vez em quando um conhecido atravessa a porta e me cumprimenta. Um entre tantos habitués do lugar. Passam por mim com um aceno de cabeça, isso quando não esticam as mãos suadas e encardidas de trabalho realizado. Uma intimidade intrometida.

Conforme a noite cai o movimento diminui e os passos apressados tornam-se lentos, dando-me tempo maior para melhor avaliar os passantes. Uma gordinha com a barriga de fora e o medonho piercing no umbigo. Um quase corcunda catador de lata faz a festa no lixo do bar, sem saber que o João, dono do negócio, separa as latas para que ele possa colhê-las, fazer a venda e ali voltar para um trago, gastando o dinheiro arrecadado nas ruas. Estudantes fazendo fila no ponto de ônibus logo ali à frente, a caminho de alguma faculdade ou supletivo noturno, buscando nos lápis e cadernos uma vida melhor.

Lá pelas tantas cervejas um tipo desconhecido entrou no botequim. Chapéu preto lhe cobriam os olhos e um longo sobretudo, também preto, lhe tirava os contornos do corpo. Seus pés, logo notei, pareciam cascos de bode e quando passou por mim senti mesmo um certo cheiro de enxofre que dele se desprendia. Seguindo-o com o canto dos olhos, vi que caminhou até os fundos do bar, onde estão as mesas de bilhar, olhou ao redor e, parecendo não encontrar ali o alguém que buscava, voltou para a frente, onde eu estava sentado. Bateu com as mãos finas e compridas no balcão, pediu um conhaque e puxou a cadeira de frente à minha, perguntando se me importava que ele me fizesse companhia até quando um seu parceiro chegasse, como combinado. Respondi que não, com um aceno de ombros.

-- Pois então, Maurício. Como anda a vida? -- Me perguntou, como se me conhecesse.

-- Vou bem, vou bem... E o senhor... Como devo chamá-lo?

Afastando um tanto o chapéu preto pra o topo da cabeça, me deixando ver seus olhos vermelhos como brasa, respondeu:

-- Ora, Maurício! Achei que tivesses me reconhecido. Sou o Diabo! Vês? -- Erguendo mais um pouco o chapéu pude ver duas pequenas saliências à guisa de chifres, logo acima da linha de seus cabelos oleosos. -- É verdade que nunca antes nos encontramos pessoalmente, mas achei que pudesses ter notado...

-- Desculpe -- lhe respondi, com certa vergonha -- Até notei certas coisas estranhas em sua pessoa, mas não acredito em diabos, demônios e afins. Deves estar me confundido com algum seu conhecido. Do circo talvez?

-- Circo? Mas que disparate! Sou o Senhor das Trevas e da Escuridão! Deverias me temer! -- O aumento do cheiro de enxofre no ambiente estava ficando insuportável. Pareceu-me que meu interlocutor tivesse algum problema intestinal. Dizem que todo mundo tem um ponto sensível ao stress, e o desse camarada com certeza eram os intestinos...

-- Ok, ok. Não vamos nos desentender, não é? Afinal, acabamos de nos conhecer e começamos com o pé errado. Se queres que te chame de Diabo, Cão, Lúcifer ou seja lá quem quiseres, é só dizer. Mas por favor, controle esses gases. Os clientes vão acabar achando que os ovos coloridos que o João serve estão estragados.

-- Por Mim! Não entendes, ó imbecil, que tenho o poder do Mal a meu favor e que basta um estalar de dedos para que te mande ao Inferno! Mas deixa estar, que esta noite tenho mais coisas a me preocupar do que um reles descrente.-- Dito assim, virou de um só gole o conhaque que restava no copo e esticando o dedo imenso para o alto pediu ao João para que o servisse de mais uma talagada.

De meu lado, estava filosofando botequinescamente, tentando imaginar como poderia uma pessoa ficar louca de pedra ao ponto de se achar o próprio demo. Como os médicos dizem que é melhor nunca contrariar, tentei mais uma vez entabular conversa com o estranho:

-- Pois então, Diabo. Que o traz a esta parte do mundo em uma noite tão bonita como esta? Por acaso alguma alma fugidia, talvez?

-- Não -- disse-me ele -- Marquei com Deus aqui hoje. Seu mundo está indo tão mal que precisamos encontrar uma solução. O ser humano tem conseguido fazer mais maldades do que eu mesmo. Ou nós damos um basta nisso, eliminando vocês todos e começando de novo, ou daqui a pouco vocês explodem o Planeta. E aí, onde é que nós faríamos a guerra santa entre o Bem e o Mal, não é verdade?

-- Ahhhh, entendi... Deus vem aqui hoje também? -- perguntei, fingindo perplexidade.

-- Vem, vem sim. Deus adora um bilhar. E por falar no Diabo...quero dizer, em Deus, olha ele ali, estacionando. Metido a besta...

Uma reluzente Ferrari vermelha tentava enfiar-se em uma vaga que nem mesmo um fusca caberia. Até acreditei que fosse Deus quem estava ao volante, pois realmente tendo em vista o quanto o ser humano estava no caminho errado, o motorista teria que ser muito ruim. Depois de várias manobras e alguns empurrões nos carros que ali estavam, amassando frente e traseira da pobre Ferrari, Deus -- ou seja lá o nome que o recém chegado assumisse -- desligou o motor, descendo com um sorriso satisfeito, como se tivesse feito um bom trabalho. Viu o Diabo sentado em minha mesa e acenou, saltando a água que corria pelo meio-fio e vindo em nossa direção. Deus, o onipresente, onisciente, oni qualquer coisa, chega em seu carrão, um cara presença, vestido como John Travolta em "Embalos de Sábado a Noite".

-- Bel, quanto tempo! Olá Maurício, prazer em te ver. Você tem sido uma boa pessoa, mas por favor, pare de bolinar dona Carol. Muito feio isso.

"Esses caras devem ser de alguma agência do Governo. espiões. Como a gente lê nos jornais, vez por outra. E a dona Carol é viúva, porra. Que mal tem em dar umazinha de vez em quando?" -- Assim pensava eu enquanto via os dois se cumprimentarem como velhos amigos. Deveriam realmente se conhecer há muito tempo ...

-- Certo, aqui estamos. Vamos discutir nossas questões enquanto jogamos um bilharzinho valendo a bebida? -- Perguntou Deus ao Diabo -- Maurício, se não te importares, gostaria que tu te mantivesses conosco. É sempre bom ter testemunhas ao se fazer tratos com o Diabo -- disse, com um sorriso maroto.

-- Ele não pode testemunhar por ti, God. É um descrente. Ele não crê em Mim. Duvido que creia em Ti também.

Eu, na realidade, estava começando a me divertir com a situação. Dois malucos, aparentemente com dinheiro para bancar uma cervejas a mais. Eu podia aguentar isso, logo:

-- Vejam bem: em minha situação de ateu -- desculpa ai Deus, mas não devo mentir, não é? --, eu sou a melhor testemunha que vocês poderiam achar. Sou isento e imparcial. Fico no meu canto, só ouvindo e bebericando uma gelada, enquanto vocês discutem os segredos do Universo, amém?

Rindo, os dois concordaram comigo. Pedi para ir na frente, pois o fedor de enxofre do Diabo, somado ao excesso de perfume barato que Deus usava estava me dando enjoos. Abri um cadeira de metal que o João costumava deixar ali, puxei uma caixa de bebidas vazia a guisa de mesa e pedi uma cerveja. Deus aproveitou e pediu uma água tônica -- agora eu sabia porque Deus era tido como mal-humorado: ele não bebia -- e o Diabo mais um conhaque, onde pediu umas gotas de limão, para evitar a gripe, segundo ele.

Colocaram uma ficha, arrumaram as bolas e no par ou ímpar, a saída foi do Diabo:

-- Escuta God, antes de mais nada é bom que tu saibas que essas desgraças todas que tu tens visto por aí, como sequestros, acidentes de trânsito e o teu time perder não são culpa minha. Eles -- o "eles" com um sinal indicativo para mim, quieto em meu canto -- é que realmente perderam a cabeça.

Deus -- ou God, como o chamava o Diabo -- olhou para mim com o cenho fechado e depois para o Diabo -- o Bel, de Belzebu. Baixou a cabeça, pegou o giz e esfregou a ponta do taco, por um longo tempo. Encaçapou quatro bolas antes de dizer alguma coisa:

-- Olha Bel, tu sabes o quanto discordo de teus métodos. E também sabes do quanto prezo a vida deles (nova olhadinha de canto para meu lado). Não te esqueças o quanto trabalhei para que houvesse condições para que eles existissem. Não sei se exterminá-los, como tu dissestes por e-mail, resolveria o problema.

-- "Quanto trabalhei"? Tu os fizeste em apenas um dia, lembra? "E no sétimo, descansou...". Tu tens descansado desde aqueles tempo e a não ser por um Noé aqui ou um Abraão ali, a única coisa que fazes é desempenhar o papel de inalcançável!

E matando duas bolas, com uma ótima tacada de canto e outra de meio de mesa, o Diabo continuou:

-- Vês a posição em que me encontro? Tudo em sido culpa minha. Guerras, tudo bem. Assumo. Mas a concorrência com a maldade dessas tuas crias está me deixando maluco.

Dei uma gargalhada. Não pude mesmo me conter. Os dois olharam para mim com seriedade e com o indicador sobre os lábios, Deus pediu que me calasse.

-- Tu tens todo o direito de reclamar. Dou-te quase toda razão da qual sou capaz, Bel. -- Mais duas bolas para Deus. Ótimo efeito na branca, a la Rui Chapéu. -- Mas sinto, extermínio está fora de questão. Eu dei a eles o livre arbítrio e se eles quiserem se matar, o problema é deles e as almas serão tuas. E não negocio isso.

Mais uma vez o enxofre impregnou o ambiente. O Diabo deveria estar suando. Perguntei se ele não gostaria de um refrigerante, mas recebi um "Pros Infernos!" em resposta.

Depois da quarta partida, todas ganhas por Deus, a discussão começou a me enfadar. Já estava bêbado além do razoável e se eu chegasse em casa um pouquinho pior com certeza a Selma me poria para dormir na sala. Eu detesto dormir na sala, assim me levantei e estava já dizendo boa noite, quando com apenas um movimento mínimo de sua poderosa mão, Deus me fez sentar novamente. Lutei para conseguir me botar de pé, mas algo invisível e extremamente forte me aprisionava. Tentei falar, mas minha voz não saia. Olhei em torno para pedir ajuda, mas todos os que eu podia ver de onde estava, pareciam como que feitos de pedra, parados.

Olhei para os dois jogadores e suas formas pareciam estar mudando. Deus parecia mais luminoso, enquanto o Diabo, a este ponto tão bêbado quanto eu, parecia absorver a luz do ambiente.

Pelo que entendi houve um impasse: como Deus não queria o mal para nós, os humanos, e o Diabo queria nosso fim as forças se igualaram e o embate equilibrou-se. Começaram, cada um de seu lado, a aumentar suas forças para vencer ao oponente, fazendo assim que nossa realidade, nosso "agora" se alterasse. Como eu sei disso? Não tenho a mínima ideia. Esses pensamentos surgiam e me tomavam de assalto, incontidos pelos filtros de minhas crenças -- ou falta delas. Era possível sentir uma grande força correndo o ambiente, uma vibração que me deixava os cabelos em pé.

De repente surgiu uma criança, carregando um ramo de flores. Atrás dela, muitos belos seres, vestidos de um branco luminoso, encheram o pequeno corredor do boteco.

Deus e o Diabo notaram a mesma coisa que eu, pois embora me mantivessem preso à cadeira e os outros humanos continuassem paralisados, voltaram às suas formas 'normais'.

O Diabo, erguendo as sobrancelhas, olhou para Deus que, soltando uma gargalhada, fez sinal com a mão para que abrissem caminho a alguém que se mantinha atrás da estranha multidão. Postados lado a lado na estreiteza de espaço, formaram passagem a uma belíssima mulher, também de branco e em cujas mãos carregava uma bolo ricamente enfeitado, que se aproximou. Sorrindo sempre, colocou a encomenda que trazia sobre a mesa de bilhar. Em um passe de mágica acendeu várias velas que eu tenho certeza não estavam ali. Ao mesmo tempo, todos cantavam "Parabéns a você...".

O Diabo, olhos marejados, atirou-se aos braços de Deus:

-- Seus, seus... Seus safados! Achei que vocês tinham se esquecido! Que surpresa adorável...

Deus, sacudindo o Diabo pelos ombros, disse:

-- Meu irmão, não é sempre que se faz 6.000 anos. Acredita mesmo que não iria me lembrar! Eu sou onisciente, seu tonto.

A festa durou muito tempo. Não sei precisar exatamente quanto, pois me parece que a medida de dias, meses e anos às gentes do Céu e do Inferno não tem sentido e durante toda a festa, "nosso" tempo parou. Perguntei depois a outros que ali estavam naquele dia, mas ninguém tem lembrança de nada, como se nada tivesse ocorrido. Eu mesmo não tenho lembranças de como terminou tudo aquilo. Só me lembro de ter acordado no sofá de casa, com a Selma me falando horrores das más companhias com quem tenho andado, como aquele bêbado charmoso que tinha uma Ferrari toda amassada.

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1 de junho de 2010

"Sonhar para a criança refugiada, é um verbo conjugado sempre no presente de forma dúbia..."

*Clique na imagem para ampliar


"Sonhar, para a criança refugiada é um verbo conjugado sempre no presente de
forma dúbia e embaçada de cenas em preto e branco e com as cores do arco-íris
que somente as mentes infantis são capazes de criar. Se navegar é preciso no
mundo dos adultos, no mundo infantil da criança refugiada, SONHAR é o melhor
remédio para a cura de males que um dia, quiçá, deverão ficar para trás."
Trecho do livro: Crianças Refugiadas em Moçambique: Um Drama na África



Irmã Rosita Milesi, Advogada, Membro da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos (Scalabriniana), Mestre em Migrações, Diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), membro da Equipe interdisciplinar do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios.

"A leitura das páginas que seguem não representa apenas um caminho de informação sobre uma realidade encoberta, mas, sobretudo, um precioso instrumento que conscientiza e fomenta um compromisso mais firme em prol dos direitos humanos, não apenas das pessoas próximas, e sim, de cada ser humano, independentemente de nacionalidade, idade, cor, sexo, religião ou ideologia."


Grace Olsson, voltará à África, veja AQUI ( http://graceolsson.com/blog/2010/05/claudia-nascimento-a-guard-angel-in-sweden/ ) e saiba como ajudar!
Adquira o livro em nosso site:
www.editoranovitas.com.br

Dúvidas? Envie e-mail para contato@editoranovitas.com.br ou direto com a autora graceolsson@editoranovitas.com.br

Informações:

Categoria - Denúncia, Crítica Social
ISBN - 978-85-62442-02-5
Número de páginas - 110
Preço - R$ 22,00 + despesas de Correio

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17 de dezembro de 2009

Um País de não leitores ou que não sabe escrever? - By Letícia Losekann Coelho


Um País de não leitores ou que não sabe escrever?

*Letícia Losekann Coelho



Somos um País de não leitores, pois não lemos muito durante o ano. Retrato do período atual que vivemos? Considero que sim, pois nosso País é nossa identidade, e faz muito tempo que elegemos governantes que não se preocupam com sua cultura, como vão se preocupar com a do povo? Não falo isso, em relação ao tempo que estudaram, mas na vontade de aprender, querer saber, enfim ler. É sabido que quem não lê não sabe escrever, logo somos um País que não escreve.

De fato é perigoso, afirmar que somos um País que não escreve, pois os números nos provam o contrário. Inúmeros livros são publicados diariamente no Brasil e diversas pessoas escrevem em seus blogs e microblogs, como dizer que não escrevemos? Bem, quem sabe não escrevemos direito ou inventamos motivos para escrever errado? O escrever errado virou normal, muitas vezes escuto: é meu jeito de escrever. Jeito de escrever? Existe um, no meu entendimento... O correto.


Quantos livros você lê por ano? Uma pesquisa foi feita e o " menos dois livros por ano" é algo que realmente me incomoda, pois faço parte da parcela de pessoas que fazem a leitura de mais de 10 livros folgado por ano. Leio tanto romances, como contos e poesias, enfim leio de tudo. Minha leitura não é "facilitada" por ser editora, pois não conto os livros que preciso ler ou corrigir para o trabalho, faço a otimização de meu tempo, e o resultado é ler livros para meu lazer e de minha escolha.


Domingo passado no twitter, fiz algumas perguntas no intuito de entender um pouco como é feita a escolha na hora de comprar livros. Perguntei também, se as pessoas gostavam de ler livros na tela do computador e se compravam livros de autores novos. Grande parte dos que responderam, compram livros pela capa, assunto e o nome do autor. Poucos disseram que gostam de ler no computador e boa parte disse que faz a leitura de autores novos quando se interessa pelo assunto. Na minha opinião, o que conta na hora de comprar livros é o assunto, a capa e presto atenção quando o autor é novo e alguém que realmente gosta de ler, me indica o livro. Não leio no computador, pois não tenho esse hábito e gosto de conforto, seja para lazer ou para trabalho. Se recebo originais via e-mail, imprimo e leio, pois não consigo manter a cadência da leitura na frente do computador.


Vou evitar reclamar do tipo de leitura das pessoas, cada um lê o que quer, mas nem tudo na minha opinião é considerado livro. Não entendo por certo, "livros" que tentam ensinar as pessoas a viver melhor, emagrecer ou ficar milionário. Esse tipo de livro, é o retrato do que chamo de: desespero atual! Quem compra um livro que ensina a ficar milionário com certeza está ficando pobre, quem compra um livro para emagrecer, é porque já esgotou todos os tipos de dietas disponíveis no mercado e não tem dinheiro para ir ao endocrinologista e quem compra um livro que "ensina" a ficar feliz não quer procurar ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica para seu problema.


Para contrariar eu gosto de ler e escrever poesia, e digo contrariar porque no momento atual não escrevo tanto sobre o amor, dor, vento, etc... Tenho preferência por poesia social, poesia atual... Poesias "Terríveis", mas como disse leio de tudo, até para me atualizar do que as pessoas andam escrevendo.


Esse texto surgiu do pequeno debate de domingo no twitter, como em 140 caracteres fica muitas vezes difícil colocar a idéia inteira, resolvi trazer para o blog e quero saber o que vocês acham de tudo isso? Somos escritores, mas não somos leitores. Nossos governantes, fazem políticas paliativas para a cultura o que na verdade não resolve o problema. E quem disse que poesia não vende? Inúmeros poetas, vendem seus livros de poesia por aí e vários escrevem em blogs e são lidos. O livro está caro no Brasil? Não, temos livros ótimos por menos de R$ 30,00 que não emplacam... Na opinião de vocês, o que acontece então?

Quero agradecer todos que interagiram sobre o assunto, obrigado! @companhialivros @lucianacns @arqsteinleitao @albertopenha @Carmel179 @MarciaOLIVEI @Kiaraguedes @junatchos @castanheira3 @carolborne @Churumela @gustavocarmo @scriptusest
@teresacvilela


* Letícia Losekann Coelho, é casada com o Editor, fotógrafo e escritor David Nobrega. Fundou a Editora Novitas em Novembro de 2009. É autora do Livro de poesias Ensaios Amadores... Ou não! Participou da coletânea da Editora Komedi e da I Coletânea Scriptus, pela editora Novitas. É uma das autoras da coletâna infantil "15 poetas para todas as crianças" que será lançada no início do ano que vem. Prepara o livro "Poesia em 3 atos". Perfil no site da Editora AQUI

2 de novembro de 2009

Doe um Livro no Natal!


A campanha #doeumlivrononatal nasceu no Twitter com o Hebert Dias ( @prosapolitica) e está sendo organizada com o apoio de Laura Xavier ( @Laurafwx).

Visa arrecadar livros para as biblitoecas e escolas de todos o país, e já são vários os locais de coleta:
< == Os locais de coleta estão atualizados no blog da campanha ==>

*Auto Gerais Chevrolet Itajubá Av. Pres Tancredo de A Neves 890. Entrada da Cidade. Concessionaria Chevrolet.Sao Lourenço. R. José Costa Soares,290.



Supermercados Extra (SP)


*Sempre um papo http://www.sempreumpapo.com.br/ Belo Horizonte


*Itajubá-MG o Café e Prosa, próximo ao Fórum


*Cruzeiro, SP. Colégio INSA-Oratório, Praça Central,


*São Gonçalo, pode ser pra biblioteca do CIEP240 – Brizolão Haroldo Teixeira Valladão , fica no Bairro Almerinda, SG. Rua Cristiano Otoni, S/N°. Temos além da biblioteca uma sala de Leitura (Sala de Leitura Carlos Drummond de Andrade), que fica aberta a comunidade todos os dias úteis de 8:00 as 14h. Seu livro será bem aproveitado.


*Piracicaba-SP Bar Estação Cultural http://www.e-cultural.com.br/#inicio


* Curitiba Assembléia Legislativa do Paraná. Gab 306 – (41) 33504024


*Betim NEO – AV. GOVERNADOR VALADARES 510 CONJ.10 BETIM MG


*Exército de Salvação retira livros em São Paulo e no Rio de Janeiro. 11 5562-2285 ou 21 3879-9600


*Visao MundialRecife: Rua da Concórdia, 677 - São José

SP: Rua Ambrosina de Macedo, 174 - Vila Mariana.

BH: Rua dos Tupis, 38 - Centro Outros estados 0300 788 7999

==> Conheça o blog da Campanha Doe Um Livro no Natal AQUI ==>


==> o perfil da campanha no Twitter é www.twitter.com/doeumlivro ==>


< == Os locais de coleta estão atualizados no Blog da campanha ==>
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27 de abril de 2009

Livros a venda

Se você se interessar por algum dos livros editados pela Novitas, agora há como encomendar.

Ao entrar no site existe um link no topo, junto ao banner, como mostra a figura ao lado.

Lá estão os dados dos livros, links para as biografias dos autores e datas de lançamento.

Como estamos em início de atividades, por enquanto são poucos os livros ali expostos. Mas o que não ganhamos com quantidade, disparamos na qualidade.