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24 de outubro de 2011

Últimas novidades!

Nesse mês de Novembro, temos muitas novidades para vocês que gostam de ler novos autores:


- Pré-venda do livro: " Os baobás e o fim do mundo" da escritora Marília Kosby
Preço: R$ 19,00 ( 5% de desconto)
Para encomendar, entre em contato por e-mail: contato@editoranovitas.com.br
Para saber mais sobre o livro e a autora, clique no LINK

- Aguarde a data de lançamento do livro: " Grandes delongas" do escritor Edgar Borges.
Clique no LINK para saber mais informações.






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4 de agosto de 2010

Insensatez doidivanas - By Cristiano Melo

Insensatez doidivanas

*Cristiano Melo


Laudanizado pela amorfa esfera epigeica
Fálica e acefalina, pusilânime estoico,
Abre asas sobre a jocosa ética
Certame infalível e verborrágico.

Estupefato de sua denegável aleivosia
Rubra a face desmedida em verdade,
Furta da presa a alma lealdada com hipocrisia,
Funesto corteleiro da improvida amizade.

Se clama ao amor o escudável ludibriante,
Grita ao desafeto tal feita doentia.
Horda de palavras melotômicas adiante.

Da responsabilidade não se pode fugir em quantia,
No futuro aguarda a esfinge galante.
Jus alçada da sorte que lhe virá em serventia.


* É autor da Editora Novitas. Publicou o livro Braços Abertos de contos e poesias e participou da II Coletânea Scriptus - A Livre escrita. Vai participar da III Coletânea Scriptus - Palavração.
Escreve regularmente no blog
Braços Abertos
Perfil completo do autor AQUI

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4 de janeiro de 2010

Promoção


* Clique na imagem para ampliar.
Promoção válida até o dia 15 de Janeiro.

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22 de dezembro de 2009

Lançamento de Livro: Braços Abertos - By Cristiano Melo

* Clique na imagem para ampliar


Cristiano Melo, é um autor que escreve sobre todos os assuntos e nos presenteia em seu primeiro livro, com uma escrita de qualidade e singular. Os contos e poesias que o compõem nos fazem refletir e certamente nos mudam um pouco.
O Livro de Cristiano é um brinde à boa literatura!

Alma Ferida

A alma está ferida,
Dilacerada pela carne,
Cortada pela raiva contida,
Brinquedos de fome.



A essência inconsciente iluminada,
Não dá luz ao boneco manipulado,
Daí o corte se dar na fonte, maculada.
Desejar o bem ao inimigo é um fardo.



Mas se queres uma alma limpa,
Saudável e em expansão,
Há de se ter esta expressão.



Dir-se-ia pura bobagem de tampa,
Perdoar a quem lhe fere o coração,
Sangra então alma, e cria a sua estampa.



*Para adquirir o livro de Cristiano Melo, envie e-mail para : contato@editoranovitas.com.br ou compre direto em nossa loja que se encontra no site.

Características do livro:
Autor(a) - Cristiano Melo
(bio)Categoria - Poesia / Contos
ISBN - 978-85-62442-08-7
Número de páginas - 108
Preço - R$ 19,90 + despesas de Correio


14 de outubro de 2009

Divulgando: Capa do Livro de Cristiano Melo - Braços Abertos



* Clique nas Imagens para ampliar
Cristiano Melo, nasceu em Fortaleza-CE, em 31 de Março de 1973, onde fez faculdade de Odontologia na Universidade Federal do Ceará (UFC).
Reside em Brasília desde 1998, onde cursou especialização em Saúde Coletiva na Universidade de Brasília (UNB), e atualmente faz mestrado em Ciência da Informação na UNB. Possui interesses variados e entre eles a escrita, onde possui mais de duzentos poemas e prosas publicados em formato eletrônico em sites e blogs.
Escreve artigos científicos na área de educação, comunicação, informação e saúde, bem como capítulo de livros técnicos sobre a área de comunicação e informação em saúde.
Colaborador como revisor e editor da série Tempus da Editora do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UNB.
Mantém os blogs Braços Abertos, Mar Aberto e Comunicação e Informação em Saúde.


Amarga Humanidade

Zigotos inconscientes, moldes celulares
Umbilicóides débeis pós-parto, primeira morte
Massa disforme em modelação
Alienantes alienados, seres vivos mortos.

Morte
Nascimento
Morte
Nascimento
Morte

Viajantes famélicos de conhecimento
Urge a ponta escalada do buraco
Afogados em cova rasa
Nem dá pra escaldar
Só a guarda do coletivo esmagar.

Amargor causado sem louvor
Responsabilidade do atoleiro de bosta
Do cheiro diarréico do perfume francês.

Repugnante umbigo nas costas
Cavalgas em teu melhor amigo
Ludibrias e vampirizas
Vítimas da mesma estirpe
Mesma espécie.

Morre
Não nasça
Fútil esperança!
* A poesia Amarga Humanidade, faz parte do livro de contos e poesias de Cristiano Melo que será lançado pela Editora Novitas.

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25 de setembro de 2009

As Letras - By Cristiano Melo

As Letras

*Cristiano Melo

A letra A, orgulhosa por ser um artigo definido que ao indicar a si mesma, vira uma poesia concreta, dialogava com outra letra que se orgulha por também gerar a mesma situação: O artigo O.
-Tenho certeza que sou mais utilizada, pois defino os substantivos de gênero feminino.
-De que adianta ser mais utilizada se eu defino os substantivos masculinos e, assim, tenho mais poder...
-Poder? Ora, faça-me o favor, isso é machismo...
-Machismo? Não! Sou realista e depois machista é você!
-Você quem disse determinar gêneros primeiro que eu...
-Ah que ladainha mais sem futuro, sou a A, começo do alfabeto e você é só o O!
-Por que sou só o O?
-Porque tá lá no meio do alfabeto...
-Mas nós dois juntos, somos os artigos definidos, você não é melhor que eu.
-Bem, podemos discutir quem é mais importante se quiser, e eu lhe provo.
-Ai que preguiça!
-É sempre assim, chamo para discutir e você foge...
-Não sou casado com você minha filha, deixa de ser chata.
-Casados? Não mesmo. Sou simplesmente melhor que você.
-Ai ai... Como é que uma letra se sente melhor que outra?
-Peraí, não traga os artigos indefinidos pra essa conversa.
-?
-Não sou “uma” letra, sou “A” letra.
-Desisto, sabe... Você é muito egocêntrica, vai lá pro começo do alfabeto vai, que é que tá fazendo por aqui no meio?
-Volto já, só quero que me dê razão?
-Dar-lhe razão? Você é chata, egocêntrica e louca...
-Sou não, ó!
-E não leva meu nome em vão!
-Mas...
-Volte já pro seu canto, o escritor já vai começar a nos agrupar.
-Quem disse que é um escritor e não uma escritora?
-Ai ai, honestamente, você já me tirou do sério, se não fosse do gênero feminino...
-Que iria fazer? Bater-me? Seu gordinho... Sua bolinha!
-Ora, não me provoque, sua pernuda.
-É tenho pernas mesmo e posso lhe esmagar.
-Chega, vou rolar em cima de você.
-Vem, seu gordo!
E a guerra dos sexos entre as letras A e O continuava, e das suas brigas violentas, surgiram manifestações de todo o alfabeto que até então estavam calados e pasmos, houve quem concordasse com A ou com O, e o alfabeto todo começou a brigar. Desta briga surge então mais um escrito, uma estória, que foi contada e recontada ao longo de eras, sobre as letras que iniciaram uma batalha, mas findaram em paz, talhadas num papel, conjugadas com as outras letras e acabou por inspirar um conto ao escritor que a tudo presenciou, na leitura quase audível desta confusão, no seu hábito de ler.
Nesse instante, sua mulher acordou e começou a argumentar que ele não fazia nada além de ler e escrever e que viajava muito no mundo das letras, que precisavam ser mais objetivos para poder viver no mundo real. Começou então uma nova discussão. E a guerra foi ouvida no mundo das letras, saíram então os mediadores, imbuídos de trazer paz a esta estória entre os mundos, literário e humano, as letras F, I e M.

*Cristiano Melo é um dos 15 autores da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita e tem no prelo o livro Braços Abertos.

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9 de julho de 2009

Duas poesias de Cristiano Melo

Poesias de *Cristiano Melo




A ESPERA


Espera-o ao lado da porta,

Enquanto não vem.



Espera-o com o fogo aceso

Do fogão à lenha,

Do seio em brasa.



Cheiros se confundem,

Enquanto não vem.



Os odores

Do sabão de coco,

Da colônia da venda,

Do frango caipira ao molho pardo,

Daquilo guardado.

Deseja-o ousado!



Gritam acolá

E a face rubra cora

Antes do beijo,Estupora!



Veio,

Foi!



Espera-o com panelas sujas,

Pratos engordurados,

Lençóis manchados,

E o filho no ventre.

Grávida,Enquanto não vem.







MARIA NINGUÉM


Tua alegria mudou Maria Ninguém

Por trás da membrana cinzenta de teus olhos,

Dos lábios de cor violácea, disformes,

E corpo emagrecido, com as salientes costelas.



A vida não te sorriu, Maria...

A sociedade te pariu e te desajuntou

Tua realidade é outra, das muitas fomes

A tua é sórdida com suave brilho de estrelas.



Para onde ir, não é Maria?

Aos braços de teu Zé Ninguém?

Para ele espancar tua alma com fórceps?

Enfiar pela tua goela a fumaça maldita?



Onde está o céu, deve ser uma questão,

Quase nunca ou sempre indagada em teu travesseiro.

Não é Maria? Mas mesmo a fome de teus filhos,

Não te aguçam a responder tais perguntas.



Está enferma Maria, muito doente!

E esta doença, é contagiosa e fatal.

Os ricos que te temem só sustentam teus males

E te deixam confusa com sorrisos de predador.



Shangrilá, Céu, Nirvana, Passárgada...

Paraísos fora de tua realidade, ó Maria,

Quais teus sonhos, tuas motivações?



Teu filho quer carinho, mas dá o pouco que tem

Ao Zé que te acorrenta e que devolve na mesma medida

As surras mútuas em teu mundo, Ninguém.



Tenho compaixão de ti e dos teus semelhantes,

Mesmo que tenha me sequestrado, furtado e espancado

Na minha alma maculado um furo.



Queria abraçá-la Maria, em meus braços te contar

Da vida que poderia ser diferente,

Dos sonhos que poderiam existir aos teus filhos.



Mas teu vício jocoso consome voraz

E só tem ouvidos aos Zes e Marias,

Nem a mim nem aos teus pequenos filhos,

Consegue te ater em qualquer atenção.



Talvez por saber de teu destino:

Mais uma cova rasa!

Jazigo das Marias Ninguéns.




* Nascido em Fortaleza-CE, em 31 de Março de 1973, onde fez faculdade de Odontologia na Universidade Federal do Ceará (UFC).
Reside em Brasília desde 1998, onde cursou especialização em Saúde Coletiva na Universidade de Brasília (UNB), e atualmente mestrado em Ciência da Informação na UNB. Possui interesses variados e entre eles a escrita, onde possui mais de duzentos poemas e prosas publicados em formato eletrônico em sites e blogs.
Escreve artigos científicos na área de educação, comunicação, informação e saúde, bem como capítulo de livros técnicos sobre a área de comunicação e informação em saúde.
Colaborador como revisor e editor da série Tempus da Editora do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UNB.
Mantém o blog
Braços Abertos.


* Cristiano Melo é um dos autores da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita




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