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11 de novembro de 2009

Já encomendou seu exemplar?



Um Degrau
Existe um ditado popular que diz que todo homem (e aqui deve - se considerar que o dito popular é mais antigo que a quebra de preconceitos e do politicamente correto, logo incluamos as mulheres no contexto) deve, para sentir - se completo, plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.
Aqui, em mais esta coletânea editada pela Novitas, está a consumação dessa afirmação; alguns já contribuíram para a nossa literatura com livros próprios, porém temos entre os quinze autores que formam "marinheiros de primeira viagem" que resolveram e ousaram! - publicar seus textos em papel pela primeira vez. Se não publicaram ainda um livro solo, ao menos fazem - se agora presentes no grande painel das letras e ideias.
Nós da Editora Novitas consideramos que a coletânea é um degrau: para muitos, apenas o primeiro de uma longa e prolixa carreira como autor e por isso mesmo valorizamos tanto a todos que se aventuram em mostrar algo que certamente poderia até estar já coberto pela poeira do esquecimento, em uma gaveta qualquer. Para outros tantos, serve como laboratório de estilo e gênero literário.
Aos leitores que aqui chegaram, nosso respeito. Em um mundo de correria e de meias informações, aquele que se compromete a ler um livro é um aventureiro que com certeza descobrirá novos mundos - imaginários ou não - que os autores aqui presentes se dispõem a lhes mostrar.
A nossos novos amigos, os Autores: nunca desistam. A magia da escrita é um dom que não deve ser nunca esquecido ou protelado. Sigam em frente e ajudem, com suas palavras, a formar as próximas gerações.
David Nóbrega, Editora Novitas

Nada é mais livre do que escrever.
Escrevendo, conseguimos dar a conhecer histórias - nossas ou de outros - não importando de onde sejam.
Criamos situações, maquiamos personagens.
Assumimos a primeira pessoas, escrevemos como se fosse verdade...
Somos quem não somos e por vezes mostramos quem não gostaríamos de ser.
Morremos, vivemos e amamos em linhas corridas pelas páginas de livros que nos tornam livres, pois escrever ; é liberar pensamentos, exorcizar todos os medos, desintoxicar a alma. E nessa miscelânia de sentimentos provocar as emoções de outros, nossos leitores.
Aqui estão quinze pessoas - Adriana, Bruno, Carlos Eduardo, Carlos Emerson, Cezarina, Cristiano, Flamarion, Gilmar, Isiara, Madalena, Marco, Nanda, Natália, Ninah e Wemerson - que poderiam facilmente serem chamados de joões, marias e afins, pois são escritores. E escritores tem algumas almas a mais, cada um com seu nome próprio, para contar histórias - deles ou de outros.
Letícia Losekann Coelho
Editora e Poeta
<== Encomende seu exemplar da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita, direto com os autores. Visite a página da Coletânea no site, e saiba como entrar em contato com cada um. ==>

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25 de setembro de 2009

As Letras - By Cristiano Melo

As Letras

*Cristiano Melo

A letra A, orgulhosa por ser um artigo definido que ao indicar a si mesma, vira uma poesia concreta, dialogava com outra letra que se orgulha por também gerar a mesma situação: O artigo O.
-Tenho certeza que sou mais utilizada, pois defino os substantivos de gênero feminino.
-De que adianta ser mais utilizada se eu defino os substantivos masculinos e, assim, tenho mais poder...
-Poder? Ora, faça-me o favor, isso é machismo...
-Machismo? Não! Sou realista e depois machista é você!
-Você quem disse determinar gêneros primeiro que eu...
-Ah que ladainha mais sem futuro, sou a A, começo do alfabeto e você é só o O!
-Por que sou só o O?
-Porque tá lá no meio do alfabeto...
-Mas nós dois juntos, somos os artigos definidos, você não é melhor que eu.
-Bem, podemos discutir quem é mais importante se quiser, e eu lhe provo.
-Ai que preguiça!
-É sempre assim, chamo para discutir e você foge...
-Não sou casado com você minha filha, deixa de ser chata.
-Casados? Não mesmo. Sou simplesmente melhor que você.
-Ai ai... Como é que uma letra se sente melhor que outra?
-Peraí, não traga os artigos indefinidos pra essa conversa.
-?
-Não sou “uma” letra, sou “A” letra.
-Desisto, sabe... Você é muito egocêntrica, vai lá pro começo do alfabeto vai, que é que tá fazendo por aqui no meio?
-Volto já, só quero que me dê razão?
-Dar-lhe razão? Você é chata, egocêntrica e louca...
-Sou não, ó!
-E não leva meu nome em vão!
-Mas...
-Volte já pro seu canto, o escritor já vai começar a nos agrupar.
-Quem disse que é um escritor e não uma escritora?
-Ai ai, honestamente, você já me tirou do sério, se não fosse do gênero feminino...
-Que iria fazer? Bater-me? Seu gordinho... Sua bolinha!
-Ora, não me provoque, sua pernuda.
-É tenho pernas mesmo e posso lhe esmagar.
-Chega, vou rolar em cima de você.
-Vem, seu gordo!
E a guerra dos sexos entre as letras A e O continuava, e das suas brigas violentas, surgiram manifestações de todo o alfabeto que até então estavam calados e pasmos, houve quem concordasse com A ou com O, e o alfabeto todo começou a brigar. Desta briga surge então mais um escrito, uma estória, que foi contada e recontada ao longo de eras, sobre as letras que iniciaram uma batalha, mas findaram em paz, talhadas num papel, conjugadas com as outras letras e acabou por inspirar um conto ao escritor que a tudo presenciou, na leitura quase audível desta confusão, no seu hábito de ler.
Nesse instante, sua mulher acordou e começou a argumentar que ele não fazia nada além de ler e escrever e que viajava muito no mundo das letras, que precisavam ser mais objetivos para poder viver no mundo real. Começou então uma nova discussão. E a guerra foi ouvida no mundo das letras, saíram então os mediadores, imbuídos de trazer paz a esta estória entre os mundos, literário e humano, as letras F, I e M.

*Cristiano Melo é um dos 15 autores da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita e tem no prelo o livro Braços Abertos.

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4 de setembro de 2009

A biografia dos autores

Nessa II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita , cada autor vai divulgar seu trabalho formando um grupo que se torna homogêneo pela participação , vontade de publicar e o gosto pela "palavra". Alguns com seus nomes em outros trabalhos, e outros fazendo sua estréia em livro!

Fiquem atentos e conheçam os autores!


ADRIANA COSTA
Nascida em Brasília no Dia Internacional da Mulher no ano de 1977.Começou a escrever poesia ainda na infância, enquanto almejava sermusicista e poder musicar seus versos. Não estava destinado que fosse assim, porém nunca mais deixou de escrever. Tentou cursar Letras, mas os contratempos da vida não permitiram. Ficou desorientada e, por fim, formou-se em Turismo e se especializou em Turismo, Cultura e Lazer, ambos os cursos realizados em Brasília. Mas a paixão pela literatura continuava dominando-a e voltou à faculdade de Letras.Em 2007 participou da Oficina do Conto ministrada pela escritora TérciaMontenegro e em 2008 o poema “O rio corre” foi publicado na revista portuguesa decultura “Nova Águia”. Participou da I Coletânea Scriptus - Um Balaio de Idéias, em 2009.Escreve periodicamente nos blogs: Versos Bárbaros e Prosadora


BRUNO FEHR
Nascido em Portugal em 1977, licenciou-se em estudos Ingleses e viveu alguns anos em Londres onde continuou os estudos antes de se mudar definitivamente para Hamburgo.Deu os seus primeiros passos na escrita em poesia na língua Inglesa.Desde 2004 que escreve quase exclusivamente em Português, tendo sido o autor de alguns E-books como Tales of Teanaris (2002), Palavras perdidas (2004), Tudo aquilo que não é dito (2006), Amar é perder (2008).Participou em diversas publicações juvenis e universitárias, e hoje além de bloguer é colaborador part-time de uma edição Portuguesa na Alemanha.Publicou o seu primeiro trabalho literário em livro na coletânea Inglesa de jovens autores intitulada Lock of Dreams (2001) cujos lucros reverteram para fins sociais. Está previsto para 2010 o lançamento do seu primeiro livro intitulado Coma, que será editado em Alemão.Escreve periodicamente nos blogues:so-me-apetece.cobrir.blogspot.comprisaodepalavras.blogspot.com


CARLOS EDUARDO GUTTERRES COELHO
Tenente-Coronel reformado da Brigada Militar gaúcha escreve desde sempre, porém somente agora resolve publicar algo em livro.Como Comandante de Brigada, atuou em diversas cidades, travando conhecimento com as mais diferentes personalidades, onde colecionou boas histórias - de divertidas a dramáticas - contadas hoje em torno de uma boa cuia de chimarrão.


CARLOS EMERSON JUNIOR
Não tem jeito... basta ter Júnior no nome e vai ser Júnior até o fim. Não adianta nem tentar se apresentar pelo primeiro nome ou usar a abreviação Jr., como eu faço:- Carlos Emerson, muito prazer!- Ah! Mas você não é o Júnior ?É isso mesmo. Eu sou Júnior desde criancinha. Na escola já começava a barafunda: para os professores valia o Carlos e os amigos que iam lá em casa usavam o Júnior.Comecei a trabalhar e oficialmente virei Emerson, apesar de uma boa parte do pessoal usar o Carlos, vá lá entender o porquê. Uma confusão tão grande, que certa vez um diretor chegou a me pedir para deixar um recado para o Emerson!!! Ou teria sido para o Carlos ?? A única unanimidade era na hora de alguma reclamação, o que, aliás, até hoje é assim:- Carlos Emerson!! Venha cá, imediatamente!!!Meu primeiro blog se chamava Blog do Júnior. Só que ficou de uma indigência sonora tão grande que, “brilhantemente” rebatizei como Blog do Cejunior! Pronto! Tinha acabado de inventar mais uma variação de meu nome e desta vez para a vastidão sem fim da Web. Seja como for, ou melhor, com qualquer um desses nomes, é com enorme prazer que participo de mais uma Coletânea organizada pelos queridos amigos Letícia e David.Todas as crônicas escolhidas partiram de fatos realmente ocorridos comigo ou com amigos, confirmando a velha teoria de que a vida real é bem mais fértil do que a imaginação.Sou carioca, moro em Nova Friburgo, na serra fluminense, escrevo e edito o blog Focus Mode (www.focusmode.net) e o Blog do Cejunior (cejunior.blogspot.com).


CEZARINA CARUSO
Nasci perto do mar, em Rio Grande, num 27 de agosto. O ruído das ondas embalou meus sonhos adolescentes misturando o gosto salgado das lágrimas e, da melancolia de horizontes distantes que povoavam meus pensamentos, com as aventuras e o sabor inusitado dos romances e, as emoções despertadas pela poesia...A arte fez parte de mim desde o começo. Na escola, enchia as páginas dos cadernos com grafismos ou figuras humanas, árvores, barcos, luas. Conquistava amigos desenhando seus retratos ou animando uma aula chata com a caricatura do professor!Lia tudo que me caia nas mãos e com tal avidez e encantamento que os romances e livros de poesia eram “devorados em questão de horas!Lançou o livro Harpa dos Ventos, pela Novitas.leia mais sobre a autora cezarina.blogspot.com


CRISTIANO MELO
Nascido em Fortaleza-CE, em 31 de Março de 1973, onde fez faculdade de Odontologia na Universidade Federal do Ceará (UFC).Reside em Brasília desde 1998, onde cursou especialização em Saúde Coletiva na Universidade de Brasília (UNB), e atualmente mestrado em Ciência da Informação na UNB. Possui interesses variados e entre eles a escrita, onde possui mais de duzentos poemas e prosas publicados em formato eletrônico em sites e blogs.Escreve artigos científicos na área de educação, comunicação, informação e saúde, bem como capítulo de livros técnicos sobre a área de comunicação e informação em saúde.Colaborador como revisor e editor da série Tempus da Editora do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UNB.Mantém os blogs Braços Abertos, Mar Aberto e Comunicação e Informação em Saúde.


FLAMARION SILVA
Natural de Barcelos do Sul, vilarejo na Baia de Camamu, atualmente reside em Salvador. Licenciado em Letras Vernáculas pela Faculdade de Letras da Universidade Federal da Bahia – UFBA.É autor do livro de contos O rato do capitão (Salvador: EGBA, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2006 – Coleção Selo Editorial Letras da Bahia, 108).Participou das antologias: Grandes escritores da Bahia (Rio de Janeiro: Litteris Editora, 2001); Agora é paz (Salvador: EDC Publicações, Fundação Ibero-Americana, 2006); O que é que a Bahia tem (Rio de Janeiro: Litteris Editora, 2009).Finalista do Prêmio SESC de Literatura 2007, com o romance O pescador de almas.Primeiro lugar no Concurso de poesia Magalhães Netto, Dezembro/2001.Publica seus contos no blog da crítica literária Gerana Damulakis (leitoracritica.blogspot.com) e no site Blocos Online, da escritora Leila Miccolis.Contato com o autor:flammarion@ig.com.br


GILMAR LUÍS SILVA JÚNIOR
Nasci em São Vicente, em 29 de dezembro de 1979. Aos 15 anos, mudei-me para Porto Alegre (RS), onde estudei na Escola Técnica da UFRGS. Em 1999, iniciei a faculdade de Jornalismo na UFRGS, impelido por conselhos de amigos, que diziam ser a carreira na qual eu poderia expor meu talento para a escrita. O destino tratou de botar-me em outra linguagem, a fotografia. No entanto, o amor pela língua jamais esmoreceu. Terminado o curso de Jornalismo, em 2006 prestei novo vestibular na UFRGS, agora para Letras. O curso me maravilhou e o continua até agora.Escrevo poesia desde os 13 anos. Naquela época, um tanto caótica. Hoje, busco teorizar o fazer literário, através dos conhecimentos obtidos no curso de Letras, sem, no entanto, deixar a inspiração. A rua continua sendo o colírio para os olhos e o húmus para minha criação literária.


ISIARA CARUSO
Gaúcha de Porto Alegre, nasci em 7 de janeiro. Em minha terra natal, vivi até quase completar 2 anos, pois em dezembro de 1950 minha família e eu mudamos para Rio Grande, onde vivi até 1987.Cresci papareia, o mar foi uma constante na minha infância e adolescência. Adorava escutar a voz do mar nas tardes quietas do Cassino. Comecei a escrever poesias desde minha infância.Tenho um texto na coletânea editada em1987, por ocasião dos 250 anos da cidade de Rio Grande, a poesia Rio Grande Noiva do Mar.Nesta cidade, estudei no Instituto de Educação Juvenal Miller, onde me formei professora primária, mais tarde cursei Pedagogia na FURG. Em 1988 publiquei Gato e Sapato (Editora Sagra ISBN 85-241-0204-7), livro contendo poesias que escrevia para trabalhar com meus alunos das séries iniciais.Na sequencia transferi-me para Pelotas onde cursei especialização em Psicopedagogia na UFPEL concomitantemente ao curso realizado no CPOP de Porto Alegre em fins de semana. Em Pelotas trabalhei como docente no Instituto de Educação Assis Brasil e como voluntária na Escola Assistencial Ulina Bento Lopes, onde fui diretora. Em 1995 retornei a Porto Alegre para trabalhar no CIEP Mané Garrincha e no Colégio Bom Conselho.Em dezembro de 2002 mudei para Buenos Aires, lecionei na FUNCEB, Fundação da Embaixada Brasileira em um curso para formação de professores de português. Nestes tempos de Buenos Aires cursei junto a Escuela de Psicopedagogia de Buenos Aires, com Alicia Férnandez, “Curso de formación en Psicopedagogia Clínica” e também “Especialização em Educação a Distância pelo SENAC EAD do Rio Grande do Sul.A partir de janeiro de 2008, retornei pela segunda vez a Porto alegre, onde resido.Mantenho blogs onde posto minhas produções literárias:jugandoconlaspalabras.blogspot.com, menininhadosolhos.blogspot.com, isimieres.wordpress.com


MADALENA BARRANCO
Escritora paulistana, graduada em Letras. Em sua prosa & poesia temperadas com fantasia, está sempre em busca do legítimo gênero “histórias de fadas”, segundo a definição de J.R.R.Tolkien, que reza sobre a necessidade de sonhar para as pessoas de todas as idades. Seu objeto é o resgate da magia pessoal pela ficção que liga a fantasia à realidade, e pelo florescimento da literatura brasileira.Participou de várias antologias promovidas por: Arnaldo Giraldo Edições, Guemanisse, Editora Valença, Litteris Editora, Editora Novitas (1 Coletânea Scriptus – Balaio de Ideias). A convite da poeta e escritora Lu Cavichioli, escreveu as “orelhas” do seu livro de poemas “Re(cantos) de Mim”, publicado em 2008 pela All Print Editora. Resenhou livros de vários gêneros, entre eles: “Poemas de amor e Terra”, do poeta Luiz de Aquino; “PW – Mundo Impossível”, novela infantil de Lucas Leão Alves; “Meus Outros”, da poeta Tere Tavares. Possui livros inéditos de literatura fantástica, entre eles, romances, contos, poesia e também para o leitor infanto-juvenil.Publica em seu blog Flor de Morango – prosa e poesia flordemorango.blogspot.com e em diversos sites e portais literários citados no referido blog.Todos seus textos são registrados na Fundação Biblioteca Nacional -EDA.


MARCOS DE ANDRADE
Nasci na cidade de Marau, interior do Estado do Rio Grande do Sul, no dia 21 de julho. Sempre tive gosto pela escrita, mas no início eram poesias (pelo menos era o que eu achava).Depois descobri o violão e sonhava em ser cantor, compondo músicas logo às primeiras notas aprendidas. Gostava muito de desenhar, mas não desenvolvi este dom, apesar de ter sido bom copista. Mas o tempo passou. Eu aprendi a tocar, mas minha voz... É melhor nem falar!Então em um dia, quando o orvalho do tempo já descoloria meus cabelos, descobri que eu nunca seria cantor (a voz, sabe...) e não tinha mais as mãos leves para desenhar como antes. Redescobri então a escrita. Voltei a escrever poesias. Descobri o miniconto e outros gêneros que nem conhecia e entrei no mundo da web. Participei então da I Coletânea Scriptus – Balaio de Idéias, da Editora Novitas. Depois, fui convidado a participar da Antologia Nacional de Poesias – Mares Diversos, Mar de Versos, da Editora Pensata. Fiquei empolgado, pois a estas alturas, com quase vinte anos de funcionalismo público, eu já havia escrito três pequenos livros e estava escrevendo outros sete.Bueno tchê, o causo é que agora estou participando da II Coletânea Scriptus – A Livre Escrita, também da Editora Novitas e da I Coletânea de Poesias – O Melhor da Web, da Usina de Letras Editora em comunhão de esforços com o site O Melhor da Web.


NANDA BOTELHO
Terapeuta holística e psico-educadora, nascida em Olinda Pernambuco, em Abril de 1969. Autora do blog Múltiplas Realidades. Leitora ávida de livros sobre crescimento pessoas, discípula de Osho, Carl Rogers e Louise Hay.Tenho praticado o viver bem sendo eu mesma, e descoberto a cada passo mais novidades sobre mim e o mundo.Agora, estou partilhando minhas descobertas e questionamentos através do blog Múltiplas Realidades.


NATÁLIA AUGUSTO
Natália Jesus Seixas Augusto nasceu em França, em 1966, e aí viveu até aos 8 anos. Depois vem para Portugal, Mirandela (Trás-os-Montes), onde frequentou o ensino básico e secundário. Aos dezoito anos troca o Norte por Lisboa para prosseguir estudos. Ingressa na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1985, para frequentar o curso da licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses, do ramo de Formação Educacional, que terminou em Junho de 1991.É atuante das artes com extenso currículo, que poderá ser visto na íntegra quando da publicação desta Coletânea.Escreve periodicamente no blog nathaliearmindo.blogspot.com.


NINA OH
Ninah Oh é graduada em Letras.Nascida no Rio de Janeiro no dia 19 de julho.Sempre gostou de contar histórias e entrou no mundo blogueiro por curiosidade em meados de 1999.Após o término da faculdade criou o eitaeagora.blogspot.com.Mora com o marido, uma filha, um cachorro e um gato.


WEMERSON SIDNEY MARQUES
Wemerson Sidney Marques, nascido em Belo Horizonte- MG em 5 de março de 1974, formado em engenharia civil.Escrevo poesias desde os 17 anos, gosto de aproveitar minha inspiração para expressar uma mensagem através das palavras, agora vou realizar um sonho de poder participar da publicação de minhas obras numa coletânea. Esse será o primeiro passo de uma longa caminhada que se inicia com essa vitória, por isso eu digo o sonho e a esperaça são as fontes de nos leva ao sucesso.


<== PARA VISITAR A PÁGINA DA II COLETÂNEA SCRIPTUS CLIQUE AQUI ==>





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27 de agosto de 2009

Capa de escolha da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita



É com enorme prazer que noticiamos que a II Coletânea Scritus - A Livre Escrita, entrou em fase final de editoração.Estamos adiantados em relação ao cronograma e embora o lançamento oficial seja somente em Outubro, a partir do final de Setembro já tenhamos livros a disposição para compra. Como na Coletânea anterior, a encomenda de livros será realizada diretamente com cada autor.
Abaixo, uma lista daqueles que participam desta empreitada:
adriana costa
bruno fehr
carlos eduardo gutterres coelho
carlos emerson junior
cezarina caruso
cristiano melo
flamarion silva
gilmar luís silva junior
isiara caruso
madalena barranco
marcos de andrade
nanda botelho
natália augusto
nina oh
wemerson sidney marques
Os meios de contato com cada autor encontram-se disponíveis em nosso site, no link http://www.editoranovitas.com.br/a-livre-escrita.
Um abraço
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16 de agosto de 2009

Papel avulso - Poesia de autoria de Gilmar Luís Silva Júnior

PAPEL AVULSO - 12.07.2009

* Gilmar Luís Silva Júnior

Veio a lume o amante, dotado de ímpar enlevo,
Sorrindo, sob o céu nem sempre clemente
Macularam-no os versos, deitando-os por rasteiro
Eis que se guarnecera de lágrimas e ranger de dentes


Falou-me, numa prosápia jamais abjurante,
Que, na tessitura de versos ligeiros, alcançaria
Ao amor apartado que lhe roubara a alforria
E lhe legara a alma ao desterro vagante:


"Hei de enfeixar tanta tortura
Num emborcado papel avulso
A ferida da vida concede seu préstito
A quem vê mel no fel de tanta amargura


A louçania do peito inflado de paixão
Torna-se bela quando pálida de morte
A ferida imberbe que se alastra sem senão
Dá-lhe feitio de tão trágica sorte"

* Autor da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita que será lançada em Outubro.




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6 de agosto de 2009

Filando letras - poesia de Marcos de Andrade

FILANDO LETRAS



* Marcos de Andrade




To andando por ai
Feito vento que sopra
Colhendo vivencias
Ouvindo cantigas
Filando palavras
E bebendo sonhos.




To sedento de letras
De versos risonhos
De copos e sonhos
Nos bailes bibliotecários
Que fazem os boêmios literatos.




Eu como do mesmo prato
Que alimenta o poeta
Da mesma fatia
Do bolo do causo, da prosa,
Do verso de rua.




Sedento
Mato a sede na poesia
Faminto
Como romances de aventura
A sobremesa
É o livro infantil.
Eu sou gaúcho
Sou um fila palavra
Eu sou mais Brasil.





* Marcos de Andrade é autor dessa Editora. Participou da I Coletânea Scriptus - Um Balaio de Idéias, é um dos 15 autores da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita e irá publicar em breve o livro Meleca, a bruxinha sapeca.

<== CLIQUE AQUI PARA VIZUALIZAR O PERFIL COMPLETO DE MARCOS DE ANDRADE==>


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5 de agosto de 2009

Perfeição - Poesia de autoria de Cezarina Caruso


PERFEIÇÃO



*Cezarina Caruso


Busco-te em todas as estradas,
Em todos os reflexos
Das vitrines, nas ruas
Por onde passo.



Procuro-te
Em todos os cantos e recantos
Que a vida, fada caprichosa
Surdamente esconde...



Em todos os espelhos
Onde me fraciono
Em retalhos de luz
E centelhas de cor...



És o segredo inconfessado,
O cofre fechado.
O espaço vasto e infinito
Que se curva
Sobre si mesmo.



És o começo de tudo
Que nunca fiz...
O fim para o qual
Nunca achei a direção...



És minha dimensão irreal.
És o eco da minha voz
Cantante, a ressoar
Num palco imenso e vazio.



Ah!...A frustração insone
De perseguir palavras
Que suspeito pousadas
Em fios invisíveis...
Buscar rimas
Que, inconsciente guardo,
Nas estantes da alma...



Busco-te e não te encontro
Oh! Poesia...
Na paisagem onírica
E fantástica
Das estepes desertas
Do meu coração!



* Autora dessa Editora. Publicou o livro de poesias Harpa dos Ventos
e faz parte do grupo de 15 autores da
II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita.



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*capa do livro Harpa dos ventos

30 de julho de 2009

II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita

Uma coletânea literária é uma reunião de autores com o objetivo de mostrar um pouco sua arte , sua escrita e seu estilo. Os autores, mesmo sem se conhecer pessoalmente, dividem o espaço em um livro tornando a obra única. Cria - se um clima de cumplicidade e amizade, afinal de contas o livro para dar certo depende da participação de cada autor.
A II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita reúne 15 autores que escrevem de maneira primorosa e formam um grupo excelente e de qualidade. Aguardem notícias da Coletânea.
Para conhecer um pouco mais dos autores, clique nos nomes:
adriana costa bruno fehr carlos eduardo gutterres coelho carlos emerson junior cezarina caruso cristiano melo flamarion silva gilmar luís silva junior isiara caruso luis bento madalena barranco marcos de andrade nanda botelho natália augusto nina oh


clique<==DICAS PARA MONTAR UMA COLETÂNEA LITERÁRIA==>clique

24 de julho de 2009

Deus é em mim - Autoria de Marcos de Andrade

Deus é em mim



* Marcos de Andrade


Eu sinto em meu corpo,
Em cada poro, cada átomo, molécula e n'alma,
A dor dos aflitos, o cheiro das flores, o gosto da chuva, o toque da pele;

Eu ouço em uníssono,
A melodia do amor, cantada pelos poetas e os seus seguidores,
A cada nuvem que passa; Eu vibro com as massas e com o vento viajo;
Às vezes sou homem e invejo; sou fraco e reclamo; sou corpo e sangro.

Eu vejo e meu ser todo estremece ante o orvalho que chora;
A mãe que implora ao filho - não vá;
Aos gritos do horror da guerra;
Aos desgarrados da terra, que gemem de fome e morrem aos borbotões.

Eu rezo.

Sim, eu rezo a cada lágrima - fraca - que cai e a que teima em ficar;
A cada passo e tropeço que teimo em dar;
A cada beijo que recebo e transmito.

Meu corpo, meu espírito, minha vida não são meus.

Meus sonhos, minhas fibras, meus ais se vão.

O amor fica.

Deus é em mim e quem me derrubará?


DEUS É EM MIM E QUEM ME DERRUBARÁ?




* Nasci na cidade de Marau, interior do Estado do Rio Grande do Sul, no dia 21 de julho. Sempre tive gosto pela escrita, mas no início eram poesias (pelo menos era o que eu achava).
Depois descobri o violão e sonhava em ser cantor, compondo músicas logo às primeiras notas aprendidas. Gostava muito de desenhar, mas não desenvolvi este dom, apesar de ter sido bom copista. Mas o tempo passou. Eu aprendi a tocar, mas minha voz... É melhor nem falar!
Então em um dia, quando o orvalho do tempo já descoloria meus cabelos, descobri que eu nunca seria cantor (a voz, sabe...) e não tinha mais as mãos leves para desenhar como antes. Redescobri então a escrita. Voltei a escrever poesias. Descobri o miniconto e outros gêneros que nem conhecia e entrei no mundo da web. Participei então da I Coletânea Scriptus – Balaio de Idéias, da Editora Novitas. Depois, fui convidado a participar da Antologia Nacional de Poesias – Mares Diversos, Mar de Versos, da Editora Pensata. Fiquei empolgado, pois a estas alturas, com quase vinte anos de funcionalismo público, eu já havia escrito três pequenos livros e estava escrevendo outros sete.
Bueno tchê, o "causo" é que agora estou participando da II Coletânea Scriptus – A Livre Escrita, também da Editora Novitas e da I Coletânea de Poesias – O Melhor da Web, da Usina de Letras Editora em comunhão de esforços com o site O Melhor da Web.




*Marcos, é um dos autores da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita e autor da Editora Novitas. Tem no prelo o livro infantil " Meleca, a bruxinha sapeca".



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10 de julho de 2009

Porquê procurar ajuda, de Nanda Botelho(*)

Basicamente porquê encontramos na vida um desafio maior que nossos recursos de enfrentamento. Pode ser no trabalho, nas relações amorosas, fraternais (amigos, parentes, filhos...) ou com o sentido de nossa própria existência

O fato é: a carga está maior do que nossa capacidade atual de resolver.

Quando demoramos a pedir ajuda, vamos somando; o que era pequeno vai se tornando gigante, saímos de uma pequena preocupação para uma angústia, da angústia para a tristeza e desânimo, do desânimo para uma doença física e o principal, nossa mente entra em caos e não conseguimos mais aproveitar a vida, perdemos o gosto e vivemos por viver continuamos a fazer tudo, mas com falta de alma, de vivacidade, de alegria.

Insistimos por algum tempo ainda que não precisamos de ajuda; “Posso resolver sozinho!” talvez por orgulho, lá no fundo não queremos apresentar fraqueza ou mesmo incompetência para viver, afinal essa deveria ser a mais básica das habilidades e é uma vergonha acharmos que não a temos. O que não sabemos é que essa habilidade básica não é desenvolvida em nós junto com a educação, sim não somos educados para viver plenamente e dispor de nossa criatividade e superar desafios. A maioria de nós é abafada nisso justamente pela educação. Ao longo de nosso desenvolvimento vamos sendo podados e amarrados, cristalizados em respostas prontas e invariáveis ditas humanas, que atrapalham mais que ajudam. Então começamos a pensar que somos assim que nascemos assim! Rígidos, imutáveis com uma resposta só. Perdemos nossa criatividade e ganhamos uma Personalidade, algo que até nos orgulhamos dizendo; “Eu sou assim!” e esse assim às vezes está nos levando para uma existência infeliz e nós achamos que somos impotentes “isso é mais forte do que eu” “não posso mudar”. E continuamos, às vezes até orgulhosos de nossa cristalização, respondendo sempre igual, normal nos tornando confiáveis. Sem nem desconfiar que podemos mudar.

Viramos um joguete, das circunstâncias com resposta pronta para tudo. Se tiver emprego sou feliz, se não estou amargurado; se encontro um romance estou no céu, se não vivo um inferno; se a vida vai num rumo planejado, me sinto seguro se não entro em desespero; quando tenho saúde me distraio, quando ela falta me revolto. E assim vamos nós como cordeiros seguindo algo aparentemente confortável.

O problema surge quando a vida varia e muda o rumo, nos joga numa experiência não programada ou não desejada. Cadê o recurso para enfrentar? É nessa hora que precisamos nos reeducar para criatividade, para o pensamento alternativo, para a inteligência de vida que foi relegada na educação formal. E é nesse momento que deveríamos lançar mão de uma terapia, recurso criado justamente pela falta dessa educação em nosso meio. Aprender a pensar diferente do padrão, vê o que ninguém está conseguindo, partir de uma perspectiva inusitada, às vezes básica, simples, óbvia. Não deveríamos sentir vergonha de procurar ajuda e sim orgulho de nossa inteligência, não deveríamos nos sentir fracos e sim espertos por facilitar nossa vida!

Muitos dizem que não acham bom falar de intimidades com estranhos, primeiro, o terapeuta não será um estranho pro resto da vida, depois de alguns encontros as pessoas se conhecem melhor. Segundo, quando você procura um curso o professor inicialmente também é um estranho, mas você confia que ele possa ajudar a aprender mais rápido um assunto, e por isso o procura, na terapia é similar, claro que é mais interativo e por isso mais profundo, mas é você quem escolhe como vai fazer e em que ritmo.Outra coisa que dizemos é ele/ela não vai me entender, isso é pura vaidade você não é mais complexo do que os outros seres humanos todos são entendíveis a arrogância não ajuda é ela que nos coloca num lugar infernal. Outros ainda dizem que uma cervejinha no final de semana resolve tudo. Neste caso a pessoa aumenta o problema e perde realmente de se divertir e até usufruir o sabor da cerveja, pois a usa com um anestésico, a diversão neste caso nos leva a uma tristeza maior do que antes e terminamos aumentando a dose para sentir menos.Perdemos saúde e tempo de vida.

Podemos arranjar muitas desculpas para seguirmos meio infelizes pela vida e ir levando até a morte uma existência mediana, ou podemos nos trabalhar para desenvolver nossas potencialidades e viver genuinamente feliz.

Podemos ser inteligentes e facilitar nossa vida ou vaidosos e dificulta-la. Um processo terapêutico serve para desenvolver potenciais, limpar programações, nos liberar para sermos quem genuinamente somos; nos preparar para superar desafios com criatividade. Não é nada de mais nem nada de menos é um recurso, uma reeducação emocional, um laboratório no qual testamos novos pensamentos, novas matrizes de comportamento. Nós podemos nos comportar da forma como quisermos, não somos escravos de padrões, podemos com paciência, perseverança e gentileza nos aprimorar e mudar nosso comportamento.E uma forma de fazer isso é através do processo terapêutico.

(Nanda Botelho é uma das integrantes da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita. Seu perfil completo pode ser visto [ aqui ]))
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9 de julho de 2009

Duas poesias de Cristiano Melo

Poesias de *Cristiano Melo




A ESPERA


Espera-o ao lado da porta,

Enquanto não vem.



Espera-o com o fogo aceso

Do fogão à lenha,

Do seio em brasa.



Cheiros se confundem,

Enquanto não vem.



Os odores

Do sabão de coco,

Da colônia da venda,

Do frango caipira ao molho pardo,

Daquilo guardado.

Deseja-o ousado!



Gritam acolá

E a face rubra cora

Antes do beijo,Estupora!



Veio,

Foi!



Espera-o com panelas sujas,

Pratos engordurados,

Lençóis manchados,

E o filho no ventre.

Grávida,Enquanto não vem.







MARIA NINGUÉM


Tua alegria mudou Maria Ninguém

Por trás da membrana cinzenta de teus olhos,

Dos lábios de cor violácea, disformes,

E corpo emagrecido, com as salientes costelas.



A vida não te sorriu, Maria...

A sociedade te pariu e te desajuntou

Tua realidade é outra, das muitas fomes

A tua é sórdida com suave brilho de estrelas.



Para onde ir, não é Maria?

Aos braços de teu Zé Ninguém?

Para ele espancar tua alma com fórceps?

Enfiar pela tua goela a fumaça maldita?



Onde está o céu, deve ser uma questão,

Quase nunca ou sempre indagada em teu travesseiro.

Não é Maria? Mas mesmo a fome de teus filhos,

Não te aguçam a responder tais perguntas.



Está enferma Maria, muito doente!

E esta doença, é contagiosa e fatal.

Os ricos que te temem só sustentam teus males

E te deixam confusa com sorrisos de predador.



Shangrilá, Céu, Nirvana, Passárgada...

Paraísos fora de tua realidade, ó Maria,

Quais teus sonhos, tuas motivações?



Teu filho quer carinho, mas dá o pouco que tem

Ao Zé que te acorrenta e que devolve na mesma medida

As surras mútuas em teu mundo, Ninguém.



Tenho compaixão de ti e dos teus semelhantes,

Mesmo que tenha me sequestrado, furtado e espancado

Na minha alma maculado um furo.



Queria abraçá-la Maria, em meus braços te contar

Da vida que poderia ser diferente,

Dos sonhos que poderiam existir aos teus filhos.



Mas teu vício jocoso consome voraz

E só tem ouvidos aos Zes e Marias,

Nem a mim nem aos teus pequenos filhos,

Consegue te ater em qualquer atenção.



Talvez por saber de teu destino:

Mais uma cova rasa!

Jazigo das Marias Ninguéns.




* Nascido em Fortaleza-CE, em 31 de Março de 1973, onde fez faculdade de Odontologia na Universidade Federal do Ceará (UFC).
Reside em Brasília desde 1998, onde cursou especialização em Saúde Coletiva na Universidade de Brasília (UNB), e atualmente mestrado em Ciência da Informação na UNB. Possui interesses variados e entre eles a escrita, onde possui mais de duzentos poemas e prosas publicados em formato eletrônico em sites e blogs.
Escreve artigos científicos na área de educação, comunicação, informação e saúde, bem como capítulo de livros técnicos sobre a área de comunicação e informação em saúde.
Colaborador como revisor e editor da série Tempus da Editora do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UNB.
Mantém o blog
Braços Abertos.


* Cristiano Melo é um dos autores da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita




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7 de julho de 2009

A Perda - autoria de Ninah Oh


A perda.
(Uma carta que não enviei)

* Ninah Oh

Sei que hoje em dia as pessoas no geral não enviam mais cartas. Naquela segunda-feira o ambiente era estranho. Pelo menos para mim. Seu semblante caído e abatido. Observei que estavas triste. Minutos depois soube da sua tristeza. Foi a primeira vez que a visão que eu sempre tive sua de mulher forte caiu. Nesses doze anos nunca te vi chorar. Confesso que me assustei.
Nem imagino e prefiro não pensar que um dia as pessoas que amamos nos deixarão.
Preferi te deixar e fiquei calada.
O que eu poderia falar para te deixar melhor?
Sinto muito. Meus sentimentos.
Melhor não, mas uma coisa gostaria de deixar registrada aqui nessas humildes palavras. Estou aqui para o que você precisar.
Um grande beijo e o meu abraço.
* Graduada em letras. Nascida no Rio de Janeiro no dia 19 de julho. Sempre gostou de contar histórias e entrou no mundo blogueiro por curiosidade em meados de 1999. Após o término da faculdade criou o: http://eitaeagora.blogspot.com
Mora com o marido, uma filha, um cachorro e um gato.

Ninah Oh, é uma das autoras da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita.

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25 de junho de 2009

A voz do Silência - autoria de Isiara Caruso

A voz do silêncio

* Isiara Caruso

A sinfonia do silêncio
amanheceu na retina da noite,
violou meus sentidos,
adormecidos...
cansados dos ruídos da vida,
do seu açoite.
De quimeras...
cansada.

A voz do silêncio
acalentou meu coração,
acomodou meus ais,
num doce abraço,
de silêncios ocos
de palavras mudas,
de marcas traspassadas.

escrita em 2002 em Icatú na Bahia.

*"Gaúcha de Porto Alegre nascida em 7 de janeiro de 1949. Em minha terra natal, vivi até quase completar 2 anos, pois em dezembro de 1950 a família de meus pais mudou-se para Rio Grande, onde vivi até 1987.

Em Rio Grande, estudei no Instituto de Educação Juvenal Miller, onde formei - me professora primária. Cursei Pedagogia na FURG e em 1983 retornei ao Juvenal Miller, para atuar como docente até 1987. Na mesma cidade casei e tive dois filhos.

Em 1988 publiquei Gato e Sapato (Editora Sagra ISBN 85-241-0204-7), livro contendo poesias que escrevia para trabalhar com meus alunos das séries iniciais.
Na seqüência transferi-me para Pelotas onde cursei especialização em
Psicopedagogia na UFPEL e também no CPOP de Porto Alegre em curso de fins de
semana. Em Pelotas trabalhei como docente no Instituto de Educação Assis Brasil e
como voluntária na Escola Assistencial Ulina Bento Lopes, onde fui diretora.
Em 1995 retornei a Porto Alegre para trabalhar no CIEP Mané Garrincha e no
Colégio Bom Conselho. Em dezembro de 2002, casei-me pela segunda vez, indo
morar em Buenos Aires onde vivi até janeiro de 2008.
A partir de janeiro de 2008, retornei pela segunda vez a Porto alegre, onde
desenvolvo trabalho de Consultoria junto ao IMAMA do RS - Projeto IMAMA na
Escola - dedicando horas de trabalho voluntário junto a esta instituição.

Mantenho blogs onde posto minhas produções literárias:
jugandoconlaspalabras.blogspot.com
menininhadosolhos.blogspot.com
isimieres.wordpress.com"

* Isiara Caruso é uma das autoras da segunda coletânea Scriptus - A Livre Escrita

11 de junho de 2009

Horas Vivas, texto de Adriana Costa

HORAS VIVAS

* Adriana Costa

As horas caminham lentas pelas paredes. Arrastam-se pelo chão. Horas vivas infecciosas. Infectaram-me com a noção do tempo: segundo a segundo.
O relógio digital sobre a mesa. Relógio analógico no pulso. Marca as horas o computador. Marca o tempo o relógio da Praça do Ferreira.
Penso em me livrar deles, mas como? Minha mãe liga para mim às 9 horas da manhã, meu irmão às 11 e meia, e uma sucessão de amigos com hora marcada me impõe a dependência de um instrumento medidor de tempo. Dou um basta nos “amigos-tic-tac”?
Esqueço o relógio em casa propositalmente, inclusive o celular. Caminho, caminho. As horas passam, não passam... Pergunto as horas a um passante sem relógio: agora somos dois escravos do tempo perdidos no próprio tempo à procura de alguém com um relógio!
Enfim, as horas: são 15:47. Volto para casa e pelo caminho tenho alucinações temporárias com imagens de ponteiros, números – relógios.
Estou sempre esperando... faltam 5 minutos, faltam 3 minutos, 1 minuto, 30 segundos, 1 segundo... está na hora e nada acontece.
* Nascida na Capital Federal no dia Internacional da Mulher no ano de 1977, esta pisciana com ascendente em escorpião tinha uma grande paixão desde a infância: a música. Não sabendo compor, escrevia versos para um dia musicá-los, nascendo aí uma nova paixão, pois não parou mais de escrever. Bacharel em Turismo, Especialista em Turismo, Cultura e Lazer, ambos os cursos realizados em Brasília, morou em Viçosa (MG), Fortaleza (CE) e Belém (PA).
Em 2007 participou da “Oficina do Conto” em Fortaleza, ministrada pela escritora Tércia Montenegro; em 2008 na I BIP participou da oficina “Desinventando a poesia” com Fabrício Carpinejar e o poema “O rio corre” foi publicado na 2ª edição da revista portuguesa de cultura “Nova Águia”. Está entre os autores da I Coletânea Scriptus - Balaio de Idéias (2009), com poesias.
Escreve para os blogs Nova Águia:
http://novaaguia.blogspot.com, Bar do Ossian: http://renascimentolusitano.blogspot.com e o seu próprio Prosadora: http://adrianacostaweblog.wordpress.com
* Adriana faz parte da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita

9 de junho de 2009

Pequeno Poema - Autoria de Cezarina Caruso


Pequeno Poema.

* Cezarina Caruso

O sol está morrendo.
As sombras traçam ideogramas negros
Nos jardins sombrios…
E o vento move suas asas de cristal,
Soprando, como fole gigantesco
As últimas fagulhas do Poente.
O ar, então, se inflama novamente…
E de vermelhos, laranjas e amarelos
Se tinge todo o céu!

* Nasci em um 27 de agosto na cidade de Rio Grande, único porto marítimo do Estado.
Aos dezoito anos formei-me professora pelo Instituto de Educação Juvenal Miller, indo lecionar num colégio estadual , em São José do Norte.
Quando, anos depois, casei, mudei-me para Pelotas, onde vivo até hoje. Em Pelotas tive meus filhos e os eduquei. Quando, meu filho menor estava com um ano de idade, resolvi fazer vestibular no curso de Artes da Universidade Federal de Pelotas e colei grau como Bacharel em Gravura, quatro anos depois. Era a carreira desejada durante os anos de minha adolescência, pois ser Artista Plástica era meu sonho ! Desenhava e pintava desde criança e a Arte fazia parte de minha vida.
Alguns anos mais tarde,durante a adolescência de meus filhos resolvi estudar Psicologia, matriculando-me no Curso de Psicologia da Universidade Católica de Pelotas(UCPEL) formando-me Psicóloga.
A arte sempre fez parte da minha vida: pintura em tela, desenho, Gravura, pintura em porcelana, esculturas, modelagem… e entremeando tudo isso, a Poesia!
Hoje, estudo música: canto, teclado e violão, mas não deixo de lado a poesia!
CEZARINA MARIA MACEDO CARUSO.
PELOTAS, JUNHO/2009.


- Cezarina é autora da Editora Novitas. Publicou o livro Harpa dos Ventos e participa da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita

28 de maio de 2009

Elas Também lêem

Elas também lêem

* Gilmar Luis Silva Junior


Um par de botas brancas sufocava os joelhos. De quando em vez, o pé direito se prostrava diante do esquerdo. As coxas amorenadas, com círculos arroxeados dispersos, eram-lhe o chamariz. A cabeça baixa lia o Diário Gaúcho, o mais barato pasquim em circulação por aqueles dias.

Clientes em potencial passavam ao largo. Ela não os olhava. Nem tampouco dizia, num português simplório: “Vamu?”. As amigas de faina andavam em espaços pequenos, com longas passadelas, cabelos em revolução. Puxavam os homens passadiços sem critério de escolha. Bastava usar sapatos.

Um senhor de meia idade vinha sôfrego. Parecia sofrer de asma. Andava dois metros, recostava-se a uma parede, tirou um cigarro. E fumou. Tossiu a cada tragada. Olhou em volta, os casarões pintados de rosa, de azul e de verde. As cores de todos eles estavam desbotadas. Assim como os critérios de nossas cortesãs modernas.

Uma loira sem os molares jogou uma franja espessa e seca diante dos olhos. O artifício sempre funcionava. O velho passou adiante. Continuou a tossir. Ela emburrou. Não pelo desprezo, mas por vinte reais que cambaleavam num bolso asmático.

O velho se deteve na meretriz do jornal. As botas eram compridas como as outras. As pernas marcadas de bituca de cigarro. O batom vermelho dos lábios era uma flor com pétalas descaídas e decadentes. Num átimo, meteu-lhe a mão no traseiro rombudo.

Ela levantou os olhos do jornal. Ele sorriu, descortinou dentes de gema de ovo. Ela dobrou o jornal, pô-lo debaixo do sovaco, sorriu. Pegou a mão do velhote. Subiram uma escada suja, com tocos de cigarro e embalagens de preservativos. Uma tênue lâmpada teima em se balançar no corredor. Tudo era silêncio entrecortado por risadas e sussurros. As portas dos quartos pareciam furadas à bala.

Trancou a porta com um solavanco. O velho atirou-se na cama, um colchão que jorrou pó. Abriu a calça, um membro flácido foi posto à mostra pelas mãos enrugadas. Com a mão direita, chamava a heroína.

Ela jogou o jornal atrás de si. As folhas do periódico caíam-lhe nas costas em lentidão. Ela baixou a pequena saia e mostrou pêlos pubianos delicadamente aparados. Com isso, fez chispas saírem dos olhos do velho. O membro dele, no entanto, não emitia sinal.

O velho a agarrou. Ela sorriu, fechou ou olhos. Ele pôs a mão esquerda sobre a cabeça. Ela ia se aconchegando no peito dele, quando a mão senil lhe forçava para baixo. O velho almejava uma felação.

Ela deixou-se levar pela mão em petição. Suspendeu a respiração ofegante. Queria carinho. Ganhou vulgaridade. Antes de abocanhar o membro flácido, olhou para trás. Viu as páginas do jornal em desalinho. A manchete “Incêndio mata crianças em Uruguaiana” deu-lhe ímpeto. Sorveu o pênis do velho. Com os olhos fechados. E com tristeza infinita no coração. Pobres crianças, jamais mereceriam um destino tão cruel.

* Gilmar, nasceu em São Vicente, em 29 de dezembro de 1979. Aos 15 anos, mudou - se para Porto Alegre (RS), onde estudou na Escola Técnica da UFRGS. Em 1999, iniciou a faculdade de Jornalismo na UFRGS, impelido por conselhos de amigos, que diziam ser a carreira na qual ele poderia expor seu talento para a escrita. O destino tratou de botar-lhe em outra linguagem, a fotografia. No entanto, o amor pela língua jamais esmoreceu. Terminado o curso de Jornalismo, em 2006 prestou novo vestibular na UFRGS, agora para Letras. O curso o maravilhou e continua até agora.
Escreve poesia desde os 13 anos. Naquela época, um tanto caótica. Hoje, busca teorizar o fazer literário, através dos conhecimentos obtidos no curso de Letras, sem, no entanto, deixar a inspiração.


"A rua continua sendo o colírio para os olhos e o húmus para minha criação literária." - Gilmar Luis Silva Junior

- Gilmar é um dos 15 autores da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita